Vereadores de Goiânia ironizaram o tempo de duração das gramas sintéticas instaladas pela gestão do prefeito Sandro Mabel (UB) em avenidas da capital. Ex-líder do prefeito, Igor Franco (MDB) apontou para “verba pública totalmente desperdiçada” em um serviço ineficiente.
“Registro meu grande lamento pelas gramas sintéticas do prefeito biscoitinho, que fez esse investimento, e a primeira chuva já levou”, discursou Franco. “Quem é que vai pagar essa conta das gramas sintéticas, que rodaram na primeira chuva ontem, que o prefeito biscoitinho falou várias vezes que trariam um benefício?”, indagou.
Fabrício Rosa (PT) afirmou nas redes sociais que protocolou um Projeto de Lei para proibir a instalação de grama sintética em parques e canteiros centrais da capital. “Drenagem e solo vivo são engenharia básica. Maquiagem urbana não segura chuva. Ignorar isso é escolher o caos”, escreveu.
Segundo o vereador, os problemas registrados na capital “não é obra da natureza: é opção de gestão e terceirização que precarizam serviço essencial”. Fabrício apontou que a manutenção está negligenciada e que a Defesa Civil está sucateada.
No final de agosto, o vereador Denício Trindade (MDB) também protocolou projeto de lei que propõe proibir o uso de grama sintética em áreas públicas da capital, diante de iniciativa da Comurg de aplicar o material plástico em canteiros de avenidas de Goiânia.
“A grama sintética, embora prática, traz prejuízos ambientais. Ela dificulta a absorção da água, contribui para o aumento do calor nas cidades e prejudica a biodiversidade”, afirmou o vereador na ocasião.
O prefeito Sandro Mabel defendeu o uso do plástico em entrevista à imprensa e afirmou que a solução também seria utilizada no Parque Vaca Brava.













