O Bolsa Família começa a ser pago nesta sexta, 14 de novembro, em todos os 246 municípios de Goiás, onde 432.689 famílias recebem o benefício em novembro, porque o Governo do Brasil destinou mais de R$ 293,4 milhões ao estado, garantindo valor médio de R$ 679,85. O cronograma segue até o dia 28, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS).
Ao todo, 241,2 mil crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância em Goiás, com adicional de R$ 150 para cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento para o repasse é de R$ 33,4 milhões. Outros benefícios complementares, de R$ 50, chegam a 386,5 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 15,5 mil gestantes e 10,3 mil nutrizes, somando investimento superior a R$ 18,3 milhões.
Goiânia lidera o número de beneficiários no estado, com 63,1 mil famílias atendidas, seguida por Águas Lindas de Goiás (21,8 mil), Aparecida de Goiânia (19,5 mil), Luziânia (19,3 mil) e Planaltina (10,5 mil). Cumari tem o maior valor médio pago (R$ 720,76), seguido de Cristianópolis (R$ 718,94), Abadia de Goiás (R$ 718,35), Campo Limpo de Goiás (R$ 717,69) e São Luiz do Norte (R$ 716,46).
No país, o programa atende 18,65 milhões de famílias em novembro, totalizando 48,59 milhões de pessoas, com repasse médio de R$ 683,28 e investimento de R$ 12,69 bilhões. O Benefício Primeira Infância contempla 8,23 milhões de crianças de zero a seis anos, com adicional de R$ 150 por integrante, a partir de investimento de R$ 1,16 bilhão. Outros três benefícios adicionais de R$ 50 somam aporte de R$ 707,92 milhões e chegam a 575,3 mil gestantes, 382,3 mil nutrizes e 14,3 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos.
Perfil social
O Bolsa Família contempla, neste mês, 243,99 mil famílias com pessoas indígenas, 285,59 mil com quilombolas, 394,82 mil com catadores de material reciclável, 257,84 mil com pessoas em situação de rua, 37 mil com pessoas em risco social ou violação de direitos e 672,98 mil com pessoas em situação de risco alimentar.
A maioria dos responsáveis familiares é formada por mulheres, que representam 83,91% dos titulares — 15,65 milhões de beneficiárias. Entre os 48,59 milhões de integrantes do programa em novembro, 28,48 milhões são do sexo feminino (58,61%). Pessoas de cor preta ou parda somam 35,69 milhões, o equivalente a 73,44%.
A Regra de Proteção, que permite a permanência por até um ano após obtenção de emprego formal ou aumento de renda, garantindo 50% do benefício, atende 2,42 milhões de famílias em novembro, redução de 6,21% em relação ao mês anterior.
Pagamentos antecipados
Em 708 municípios de nove estados, o pagamento será feito integralmente nesta sexta (14), primeiro dia do cronograma, por estarem em regiões atingidas por desastres como enchentes, tornados, inundações, secas e estiagem. A medida beneficia 1,05 milhão de famílias. Entre eles estão 497 municípios do Rio Grande do Sul, 147 do Rio Grande do Norte, 22 do Acre, 11 do Paraná, 9 de Sergipe, 7 de São Paulo, 6 de Roraima e do Piauí, e 3 do Amazonas.
O Nordeste reúne o maior número de beneficiários em novembro, com 8,74 milhões e investimento de R$ 5,92 bilhões. Em seguida aparecem Sudeste (5,25 milhões e R$ 3,53 bilhões), Norte (2,42 milhões e R$ 1,73 bilhão), Sul (1,24 milhão e R$ 831,65 milhões) e Centro-Oeste (975 mil famílias e R$ 668,92 milhões).
A Bahia lidera o número de famílias atendidas, com 2,31 milhões, seguida por São Paulo (2,16 milhões), Pernambuco (1,46 milhão), Rio de Janeiro (1,42 milhão), Minas Gerais (1,39 milhão), Ceará (1,34 milhão), Pará (1,25 milhão) e Maranhão (1,15 milhão).
Roraima tem o maior valor médio entre os estados, com R$ 748,18, seguido por Amazonas (R$ 736,32), Acre (R$ 731,45), Amapá (R$ 729,52), Pará (R$ 709,62) e Maranhão (R$ 705,36). Nos municípios, o maior valor médio está em Uiramutã (RR), com benefício de R$ 1.032,16 para 2.275 famílias. Em seguida vêm Campinápolis (MT), com R$ 919,20; Santa Rosa do Purus (AC), com R$ 912,58; e Normandia (RR), com R$ 896,42.















