A concessionária Motiva (antiga CCR) anunciou a venda de toda a sua operação no setor aeroportuário. O negócio, avaliado em R$ 11,5 bilhões, foi fechado com a empresa mexicana Aeropuerto de Cancún, subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR). Entre os ativos transferidos está o Aeroporto de Goiânia (Santa Genoveva), um dos 20 terminais administrados pela companhia.
Do total negociado, R$ 5 bilhões correspondem ao pagamento pelo patrimônio líquido das participações da Motiva nos aeroportos, enquanto R$ 6,5 bilhões referem-se às dívidas vinculadas à CPC Holding, estrutura que reúne as concessões. A empresa opera 17 aeroportos no Brasil e três em países da América Latina, movimentando cerca de 45 milhões de passageiros por ano em mais de 200 rotas.
Além do terminal da capital goiana, também foram incluídos no negócio aeroportos de grande porte, como os de Curitiba e Belo Horizonte. A Motiva classificou a operação como a maior transação aeroportuária em andamento no mundo em 2025, atraindo mais de 20 grupos interessados da Europa, América Latina e Ásia.
A conclusão da venda está prevista para 2026, dependendo da aprovação do governo federal e de órgãos de defesa da concorrência. Até lá, a Motiva seguirá responsável pela operação dos aeroportos, mantendo equipes e cumprindo todos os contratos e investimentos previstos, segundo nota da empresa.














