Skip to content

Governo envia à Alego projeto que cria cobrança para dependentes do Ipasgo Saúde

Projeto do governo acaba com a isenção e cria mensalidades de até R$ 322 para dependentes


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 10/12/2025 - 07:30

Projeto de lei enviado pelo governo muda regras do Ipasgo Saúde e cria cobrança para dependentes (Foto: Divulgação)

O Governo de Goiás encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei nº 30892/25, que altera a Lei nº 21.880/2023 e muda as regras do Ipasgo Saúde. A principal mudança é o fim da isenção para dependentes, que passam a pagar mensalidade de acordo com a faixa etária.

Pela proposta, a cobrança será equivalente a 30% da tabela atuarial do plano, com valores que partem de R$ 47,45 a R$ 54,31 nas faixas iniciais dos planos básico e especial, chegando a R$ 207,33 (básico) e R$ 322,55 (especial) para dependentes acima de 59 anos. O texto estabelece que a soma das mensalidades não pode superar o valor pago pelo titular.

O governo argumenta que a mudança busca reequilibrar o custeio do Ipasgo Saúde e adequar o modelo às práticas técnico-atuariais do setor. Segundo a justificativa, a isenção atual gera “assimetria” porque titulares sem dependentes subsidiam famílias maiores, provocando desequilíbrio entre receita e risco assistencial.

O projeto também garante aos titulares atuais, nos planos básico e especial, a manutenção dos percentuais de desconto e do sistema herdado da antiga autarquia. Eles poderão, se desejarem, migrar para novos planos que forem regulamentados.

A matéria seguirá para análise na Comissão Mista antes de ser votada em plenário.

Resistência na Assembleia

Ao comentar o assunto, o deputado Clécio Alves (Republicanos) disse que vai votar contra o projeto. Ele classificou a cobrança como excessiva e criticou o desempenho do próprio instituto.

“Trinta por cento é coisa demais para um instituto que está fazendo quase nada. Eu conheço várias pessoas que dependem desse Ipasgo, tudo que pedem lá, não pode. Meu voto é a favor dos servidores”, afirmou.

O deputado Antônio Gomide (PT) também se posicionou contra a proposta. Para ele, a criação da cobrança representa “injustiça com os servidores”, que não tiveram recomposição integral da data-base e agora enfrentam a retirada gradual de benefícios.

“Precisamos fazer uma força-tarefa nesta Casa para barrar essa medida. O servidor está perdendo direitos e, ao mesmo tempo, seu plano de saúde está sendo retirado pouco a pouco”, disse.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/assembleia-deve-votar-repasse-do-governo-de-r-477-milhoes-ao-ipasgo/

Avatar

O Tribuna do Planalto, um portal comprometido com o jornalismo sério, ágil e confiável. Aqui, você encontra análises profundas, cobertura política de bastidores, atualizações em tempo real sobre saúde, educação, economia, cultura e tudo o que impacta sua vida. Com linguagem acessível e conteúdo verificado, a Tribuna entrega informação de qualidade, sem perder a agilidade que o seu dia exige.

Pesquisa