Skip to content

Reunião com Sintego termina sem acordo e mantém impasse entre professores e Prefeitura de Aparecida

Categoria cobra respostas sobre direitos represados e anuncia intensificação da mobilização


Por Carlos Nathan Sampaio em 18/04/2026 - 15:59

Reunião com Sintego termina sem acordo e mantém impasse entre professores e Prefeitura de Aparecida
(Foto: Divulgação)

A reunião da comissão de negociação realizada na última sexta-feira (17) entre o Sintego Regional Aparecida de Goiânia e a Prefeitura de Aparecida de Goiânia terminou sem avanços concretos nas principais demandas da educação municipal, mantendo o clima de impasse entre servidores e gestão. O encontro ocorreu após forte mobilização da categoria no início da semana, que reuniu cerca de 800 trabalhadores em paralisação e atos públicos.

A reunião foi convocada pela própria administração municipal após assembleia realizada no dia 15, em frente ao Paço Municipal, seguida por uma carreata pelas ruas da cidade. A pressão levou as reivindicações diretamente à Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia, mas, segundo o sindicato, não houve retorno efetivo.

Durante o encontro, participaram representantes da secretaria, da Procuradoria do Município, do setor de Recursos Humanos e da assessoria jurídica do sindicato. Entre os principais pontos debatidos estavam progressões, titularidades, enquadramento, descongelamento de direitos e demandas dos servidores administrativos.

De acordo com o Sintego, mesmo após a entrega de uma minuta de acordo com propostas detalhadas, a Prefeitura não apresentou contrapropostas. A Procuradoria informou que o documento ainda não havia sido analisado internamente, o que gerou insatisfação entre os representantes da categoria.

Pautas consideradas prioritárias seguem sem resposta, como o descongelamento de direitos e a atualização do auxílio-alimentação. Também foi cobrada maior transparência nos processos de progressão e titularidade, incluindo a divulgação da lista de mais de 3 mil trabalhadores que aguardam evolução na carreira.

Outro ponto de tensão envolve o enquadramento funcional. Embora a Procuradoria tenha informado que o parecer jurídico já foi concluído, o conteúdo ainda não foi apresentado ao sindicato. A categoria também solicitou um cronograma para implementação das medidas, mas não houve definição.

Ao final da reunião, foi sinalizada a realização de um novo encontro no dia 22 de maio, ainda sem horário definido. Para o presidente do sindicato, Antônio Carlos, a ausência de propostas concretas reforça a necessidade de ampliar a mobilização.

Como desdobramento, a categoria já aprovou novas ações, incluindo um ato público no dia 23 de abril, além do fortalecimento de mobilizações nas unidades escolares. Paralelamente, o sindicato e o Comando de Luta protocolaram denúncia no Ministério Público de Aparecida de Goiânia contra a terceirização das cozinhas escolares, apontando possíveis impactos nas condições de trabalho e na qualidade da merenda.

Sem respostas imediatas da gestão, o movimento indica que a pressão deve continuar nas próximas semanas, enquanto os trabalhadores aguardam definições concretas sobre direitos que, segundo a categoria, estão represados há anos.

Pesquisa