A venda da mineradora Serra Verde, em Minaçu (GO), para a norte-americana USA Rare Earth colocou Goiás no centro do debate sobre minerais críticos e soberania nacional. A operação, bilionária, reacendeu discussões sobre o controle e a industrialização desses recursos estratégicos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a negociação e mirou o governador Ronaldo Caiado: “Caiado fez um acordo com empresas americanas, fazendo concessão de coisa que ele não pode fazer, porque é da União”, afirmou. Na mesma linha, parlamentares do PSOL acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a anulação da venda. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reforçou que o memorando firmado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos não tem validade jurídica. “Há um vício de constitucionalidade”, disse, ao destacar que a competência sobre recursos minerais é da União. Caiado reagiu às críticas e rebateu Lula. “Quem está vendendo é ele. Está entregando tudo e não desenvolve tecnologia no Brasil. Continuamos a vender como na época do pau-brasil”, declarou. O debate vai avançar até perto da eleição, a venda da mineradora está prevista para ser concluída no terceiro trimestre de 2026.

Buffet reforçado
A Prefeitura de Goiânia contratou buffet para o gabinete do prefeito em “ocasiões institucionais e protocolares, no recebimento de autoridades e representações oficiais”. O contrato é de R$ 89,1 mil por seis meses, conforme demanda. O prefeito também dispõe de cartão corporativo com limite de até R$ 120 mil, que pode custear alimentação.
Copa do gabinete
Mesmo com a nova contratação e a possibilidade de uso do cartão, a produção cotidiana de quitutes segue concentrada na própria copa do gabinete. Na prática, o buffet terceirizado tende a ser acionado em eventos formais, enquanto a estrutura interna continua atendendo as demandas mais simples do dia a dia.
Lanches na Fazenda
Além do buffet do gabinete, a Prefeitura também autorizou a contratação direta da Panificadora Super 83 para fornecer lanches à Secretaria da Fazenda ao longo de 2026. O serviço inclui preparo, fornecimento e entrega, por dispensa de licitação, para atender à rotina da pasta.
Operação Sepse
A operação Sepse do MPF e da PF investiga esquema criminoso na OS que geria o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) de 2020 até o início de 2023, época em que Gustavo Mendanha era prefeito de Aparecida. De acordo com a investigação, os controladores de fato da organização social direcionavam contratos superfaturados e fraudulentos de gestão de leitos de UTI para as empresas investigadas, que repassavam 10% dos valores recebidos à cúpula da OS.
STF mantém nomeações de concurso
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a validade das nomeações realizadas no concurso de 2022 para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Goiás, após decisão anterior que havia declarado inconstitucional uma norma estadual que limitava a participação de mulheres nos concursos das corporações. No julgamento mais recente, prevaleceu o voto do ministro Luiz Fux, que entendeu que autorizar a nomeação de candidatas que não atingiram a nota mínima ou que avançaram por decisões liminares poderia gerar instabilidade jurídica.
Os jovens e a notícia
O Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters tem documentado mudanças fundamentais na forma como os jovens de 18 e 24 anos interagem com as notícias e as conclusões apontam que os jovens claramente priorizam as redes sociais em vez da internet quando se trata de notícias. A geração adotou as plataformas audiovisuais e dependem do TikTok, Instagram e YouTube para se informar, ultrapassando o Facebook, que era a plataforma dominante há dez anos. Nas redes sociais e de vídeo, os jovens dizem prestar mais atenção aos criadores de notícias individuais (51%) do que às marcas de notícias tradicionais (39%).
Lei Antifacção não vale para eleições de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que as alterações promovidas pela Lei Raul Jungmann, também conhecida como Lei Antifacção, não se aplicam às eleições de 2026. A lei estabeleceu que presos provisórios não podem se alistar como eleitores e que a condição de prisão temporária ou provisória leva ao cancelamento do título de eleitor. O plenário do TSE definiu que essas mudanças não podem ser adotadas no pleito de outubro porque ferem o princípio da anualidade eleitoral.














