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A polêmica venda de Serra Verde


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 25/04/2026 - 17:55

Foto: Reprodução

A venda da mineradora Serra Verde, em Minaçu (GO), para a norte-americana USA Rare Earth colocou Goiás no centro do debate sobre minerais críticos e soberania nacional. A operação, bilionária, reacendeu discussões sobre o controle e a industrialização desses recursos estratégicos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a negociação e mirou o governador Ronaldo Caiado: “Caiado fez um acordo com empresas americanas, fazendo concessão de coisa que ele não pode fazer, porque é da União”, afirmou. Na mesma linha, parlamentares do PSOL acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a anulação da venda. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reforçou que o memorando firmado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos não tem validade jurídica. “Há um vício de constitucionalidade”, disse, ao destacar que a competência sobre recursos minerais é da União. Caiado reagiu às críticas e rebateu Lula. “Quem está vendendo é ele. Está entregando tudo e não desenvolve tecnologia no Brasil. Continuamos a vender como na época do pau-brasil”, declarou. O debate vai avançar até perto da eleição, a venda da mineradora está prevista para ser concluída no terceiro trimestre de 2026. 

O escolhido do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, para fazer seu plano de governo, o ex-ministro Roberto Brant, é rompido com Gilberto Kassab, presidente do PSD. Ele foi um dos fundadores do PSD, em 2011, mas no ano seguinte rompeu politicamente com Kassab após intervenção no diretório municipal de Belo Horizonte. Ele deixou o PSD e continua sem partido até hoje. Foto: Reprodução

Buffet reforçado

A Prefeitura de Goiânia contratou buffet para o gabinete do prefeito em “ocasiões institucionais e protocolares, no recebimento de autoridades e representações oficiais”. O contrato é de R$ 89,1 mil por seis meses, conforme demanda. O prefeito também dispõe de cartão corporativo com limite de até R$ 120 mil, que pode custear alimentação.

Copa do gabinete

Mesmo com a nova contratação e a possibilidade de uso do cartão, a produção cotidiana de quitutes segue concentrada na própria copa do gabinete. Na prática, o buffet terceirizado tende a ser acionado em eventos formais, enquanto a estrutura interna continua atendendo as demandas mais simples do dia a dia.

Lanches na Fazenda

Além do buffet do gabinete, a Prefeitura também autorizou a contratação direta da Panificadora Super 83 para fornecer lanches à Secretaria da Fazenda ao longo de 2026. O serviço inclui preparo, fornecimento e entrega, por dispensa de licitação, para atender à rotina da pasta.

Operação Sepse

A operação Sepse do MPF e da PF investiga esquema criminoso na OS que geria o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) de 2020 até o início de 2023, época em que Gustavo Mendanha era prefeito de Aparecida. De acordo com a investigação, os controladores de fato da organização social direcionavam contratos superfaturados e fraudulentos de gestão de leitos de UTI para as empresas investigadas, que repassavam  10% dos valores recebidos à cúpula da OS.

STF mantém nomeações de concurso 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a validade das nomeações realizadas no concurso de 2022 para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Goiás, após decisão anterior que havia declarado inconstitucional uma norma estadual que limitava a participação de mulheres nos concursos das corporações. No julgamento mais recente, prevaleceu o voto do ministro Luiz Fux, que entendeu que autorizar a nomeação de candidatas que não atingiram a nota mínima ou que avançaram por decisões liminares poderia gerar instabilidade jurídica.

Os jovens e a notícia

O Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters tem documentado mudanças fundamentais na forma como os jovens de 18 e 24 anos interagem com as notícias e as conclusões apontam que os jovens claramente priorizam as redes sociais em vez da internet quando se trata de notícias. A geração adotou as plataformas audiovisuais e  dependem do TikTok, Instagram e YouTube para se informar, ultrapassando o Facebook, que era a plataforma dominante há dez anos. Nas redes sociais e de vídeo, os jovens dizem prestar mais atenção aos criadores de notícias individuais (51%) do que às marcas de notícias tradicionais (39%).

Lei Antifacção não vale para eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que as alterações promovidas pela Lei Raul Jungmann, também conhecida como Lei Antifacção, não se aplicam às eleições de 2026. A lei estabeleceu que presos provisórios não podem se alistar como eleitores e que a condição de prisão temporária ou provisória leva ao cancelamento do título de eleitor. O plenário do TSE definiu que essas mudanças não podem ser adotadas no pleito de outubro porque ferem o princípio da anualidade eleitoral. 

 

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