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AMMA defende manejo gradual de árvores no Lago das Rosas

Projeto prevê substituição de cerca de 120 bancos, novas áreas de convivência, padronização dos quiosques e plantio de mais de 112 árvores de grande porte


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 16/06/2026 - 13:05

Lago das Rosas - Foto: Jackson Rodrigues
Presidente da AMMA, Zilma Peixoto defendeu que eventual retirada de árvores no Lago das Rosas ocorra por etapas (Foto: Jackson Rodrigues)

A presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Zilma Peixoto, defendeu que a eventual retirada de árvores no Parque Lago das Rosas seja realizada de forma gradual e acompanhada da reposição imediata dos exemplares. A manifestação ocorreu durante audiência pública realizada em 10 de junho, na Câmara Municipal de Goiânia, que debateu o projeto de revitalização do parque.

Segundo a gestora, os 48 exemplares apontados em laudos técnicos não seriam removidos simultaneamente. O planejamento prevê que as intervenções ocorram por etapas, acompanhando o avanço da obra e evitando impactos mais bruscos na paisagem e no uso do espaço pela população.

“Não vou sair tirando 48 árvores de uma vez. A proposta sempre foi trabalhar por trechos. No primeiro deles, por exemplo, são sete exemplares. A obra avança gradualmente e o manejo acompanha esse cronograma”, afirmou.

Além da discussão sobre as árvores, a revitalização prevê uma série de melhorias na infraestrutura do parque. O projeto inclui a substituição de cerca de 120 bancos, troca de lixeiras, recuperação de equipamentos urbanos, manutenção das estruturas em estilo Art Déco e implantação de novos espaços de convivência, como playgrounds, academias ao ar livre e áreas destinadas a animais de estimação.

Outra medida anunciada é a padronização visual dos estabelecimentos comerciais instalados no parque. Segundo a presidente da AMMA, os permissionários já foram notificados para promover adequações em seus quiosques e estruturas, seguindo um modelo arquitetônico unificado previsto no projeto de requalificação.

De acordo com Zilma, a obra já está em andamento e a expectativa é que seja concluída entre outubro e novembro deste ano. O projeto também prevê o plantio de mais de 112 árvores de grande porte como compensação ambiental, além de outras mudas que integrarão o novo paisagismo do parque.

A presidente da agência ressaltou que a execução do manejo arbóreo depende da análise dos laudos pelo Ministério Público de Goiás, que solicitou documentos técnicos e manifestações de instituições especializadas para subsidiar a discussão.

“O Ministério Público pediu os laudos e está ouvindo outros órgãos e especialistas. Se houver convergência técnica, temos a obrigação de seguir aquilo que os pareceres indicarem. Se houver divergência, ela será considerada no processo”, disse.

Zilma também defendeu a qualidade técnica dos estudos realizados pela agência e afirmou que os profissionais responsáveis pelas avaliações possuem atribuição legal e responsabilidade técnica sobre os pareceres emitidos.

“Nós somos do meio ambiente, não queremos retirar árvores. Mas, quando um técnico aponta que um exemplar oferece risco às pessoas ou ao patrimônio, precisamos agir com responsabilidade. Não podemos tomar decisões baseadas apenas em percepções”, afirmou.

A retirada das árvores permanece suspensa por decisão judicial, atendendo pedido do Ministério Público, até que os laudos sejam analisados e haja definição sobre a necessidade ou não do manejo proposto pela prefeitura. Enquanto isso, as demais ações previstas na revitalização seguem em discussão entre os órgãos envolvidos e a sociedade civil.

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