Skip to content

Base governista avança no Sudoeste goiano e mira agro

Evento em Rio Verde reuniu Caiado, Daniel Vilela e lideranças da região em ofensiva política no principal reduto do agronegócio goiano


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 10/05/2026 - 08:35

Evento em Rio Verde reuniu Caiado, Daniel Vilela e lideranças da região em ofensiva política no principal reduto do agronegócio goiano
“Pra Frente Goiás” chegou ao Sudoeste em movimento de fortalecimento político da base aliada para 2026 (Foto: Reprodução)

Depois de passar por Jaraguá e Luziânia, o projeto “Pra Frente Goiás” desembarcou neste sábado (9) em Rio Verde, em uma ofensiva estratégica da base governista no principal reduto do agronegócio goiano. O encontro, realizado no Sindicato Rural, reuniu o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o governador Daniel Vilela (MDB), a primeira-dama Gracinha Caiado, o prefeito Wellington Carrijo, além de lideranças do Sudoeste. Mais do que o lançamento de pré-candidaturas, o evento é visto como demonstração de força política em uma região historicamente disputada pelo PL e pelo bolsonarismo. A base aliada quer consolidar presença no agro e ampliar a musculatura do grupo para 2026. Na programação,foram apresentadas as pré-candidaturas de Caiado à Presidência da República, Daniel Vilela ao Governo de Goiás, Lucas do Vale à Câmara Federal e Paulo do Vale à Assembleia Legislativa, além dos nomes que disputarão o Senado pela base governista.

A deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT) também cumpriu agenda em Rio Verde na sexta-feira (8), onde se reuniu com integrantes do Movimento Terra Livre e lideranças de seis cidades da região. O PT deve anunciar a decisão sobre a disputa pelo governo de Goiás esta semana, e não está descartada a pré-candidatura da deputada, melhor colocada do PT nas pesquisas de intenção de votos. Ela não tem interesse na disputa, mas o PT prioriza a formação de um palanque forte para Lula em Goiás.  

 

Sai do Juizado
A Justiça de Goiás retirou do Juizado Especial Criminal uma das queixas-crime apresentadas pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), contra o vereador Igor Franco (MDB). O juiz Dante Bartoccini acolheu manifestação do Ministério Público e determinou a redistribuição do caso para uma vara criminal comum.

Sátira e deep fake
A ação foi movida após publicações de Igor com tom de sátira sobre a ausência do prefeito, que viajou neste sábado (9) para eventos em Lisboa e Nova York. A defesa de Mabel sustenta que houve utilização de conteúdos manipulados com inteligência artificial e produção de deep fake para desgastar a imagem do prefeito nas redes sociais.

Pena ampliada
Mabel acusa o vereador dos crimes de difamação e injúria em ambiente virtual. O Ministério Público entendeu que incide no caso, a ser investigado, a causa de aumento de pena prevista a crimes contra a honra cometidos em redes sociais. Com isso, a soma das penas máximas ultrapassaria o limite permitido para tramitação no Juizado Especial Criminal.

Eleição no Crea
Candidato à presidência do CREA-GO, o engenheiro Idalino Hortêncio defende mudanças no modelo de cobrança da anuidade dos profissionais de engenharia, agronomia e geociências. A principal proposta é criar uma política de escalonamento baseada na quantidade de ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica) emitidas, no modelo “quem produz mais paga menos”. Em 2026, a cota única da anuidade para profissionais de nível superior foi fixada em R$ 704,51. O candidato pretende levar ao Confea a discussão sobre descontos proporcionais para profissionais com maior volume de serviços registrados e defende a redução do valor das ARTs, que atualmente ultrapassam R$ 100 no valor mínimo.

Redes no centro da disputa
Levantamento “Termômetro das Redes: Eleições 2026”, produzido pela AND, ALL em parceria com a Polis Consulting, aponta que o debate político nas plataformas digitais já é marcado por forte polarização, influência de perfis anônimos e uso crescente de inteligência artificial. A pesquisa analisou mais de 20 mil conversas online e identificou o X, de Elon Musk, como principal ambiente de discussão política. Segundo o estudo, os temas que mais geram engajamento são desconfiança política, ceticismo dos eleitores e críticas à imprensa tradicional.

IA
O levantamento também mostra o peso de perfis sem identificação clara e de ferramentas de IA na formação da opinião pública. Entre os perfis mais influentes aparecem contas voltadas à divulgação de conteúdos eleitorais e o Grok, inteligência artificial da plataforma X. De acordo com os pesquisadores, o debate digital tem sido conduzido mais por disputas de narrativa e julgamentos instantâneos do que por propostas programáticas. A possível polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro aparece em cerca de 21% das menções analisadas. O cenário reforça o papel das redes sociais como espaço central da pré-campanha de 2026 e acende alerta para o impacto da desinformação e da IA na formação do debate público.

Vaquinha eleitoral
Pré-candidatos às eleições de 2026 já poderão divulgar campanhas de financiamento coletivo pela internet a partir de 15 de maio. A “vaquinha eleitoral” permite arrecadar recursos de pessoas físicas para futuras campanhas. A legislação eleitoral autoriza a divulgação das plataformas de arrecadação durante a pré-campanha, desde que não haja pedido explícito de voto. Os valores arrecadados só poderão ser utilizados após o cumprimento das exigências legais, como registro da candidatura, emissão de CNPJ de campanha, abertura de conta bancária específica e emissão dos recibos eleitorais.

10% dos rendimentos
As doações devem ser feitas apenas por pessoas físicas e por meios rastreáveis, como Pix, transferência bancária ou cartão. A legislação também estabelece que cada eleitor pode doar até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior. As plataformas digitais utilizadas para arrecadação precisam ser autorizadas pela Justiça Eleitoral e devem disponibilizar informações detalhadas das doações em tempo real, garantindo transparência e fiscalização. Os custos cobrados pelas empresas responsáveis pelas plataformas também precisam constar na prestação de contas da campanha.

Pesquisa