A Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa Gyn, da Câmara Municipal de Goiânia, não realizou oitivas nesta terça-feira (4). A decisão, segundo o presidente do colegiado, vereador Welton Lemos (SD), foi tomada para priorizar a compilação e o cruzamento das informações já obtidas em depoimentos e documentos. A reunião, que durou cerca de 40 minutos, serviu para deliberar sobre novos pedidos de informação.
Foram aprovados seis requerimentos, apresentados pelos vereadores Willian Veloso (PL) e Cabo Senna (PRD), com foco em aprofundar a investigação sobre a execução do contrato do consórcio responsável pela limpeza urbana da capital. Os documentos solicitados abrangem relatórios de fiscalização, registros fotográficos, dados de GPS dos caminhões e comprovantes de aferição das balanças utilizadas na pesagem do lixo.
De acordo com Welton Lemos, o momento é de “confrontar as informações” reunidas até agora. “Estamos cruzando os dados das oitivas e dos documentos que já estão em mãos para garantir que tenhamos o retrato mais fiel possível da execução do contrato”, afirmou.
O presidente da CEI destacou que a principal irregularidade identificada até o momento diz respeito à forma de medição dos resíduos recicláveis. Segundo ele, o contrato com a Prefeitura determina que o pagamento ao consórcio seja feito por peso, mas a prática atual seria baseada em cubicagem, ou seja, na estimativa de volume.
“O contrato é claro: o lixo deve ser pago por peso. Hoje isso é feito no olho, e não é o que está previsto. Por isso pedimos uma revisão junto à Seinfra”, reforçou Lemos.
As oitivas devem ser retomadas na próxima semana, com a expectativa de novas convocações para esclarecer as inconsistências levantadas.













