A situação financeira, causada por dívida, enfrentada pela Prefeitura de Iporá levou a administração municipal a solicitar oficialmente o reconhecimento de estado de calamidade financeira junto à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. O pedido, protocolado na última semana sob o número 9306/26, aponta um cenário de elevado endividamento, baixa capacidade de arrecadação e praticamente ausência de recursos livres em caixa.
De acordo com a prefeita Maysa Peres Cunha Peixoto, a atual gestão recebeu a prefeitura em situação de “extrema vulnerabilidade fiscal”, marcada por dívidas acumuladas de administrações anteriores e despesas obrigatórias sem cobertura financeira.
Entre os débitos citados pela chefe do Executivo estão o pagamento da folha salarial de dezembro de 2024, quitada apenas em janeiro deste ano, no valor de R$ 8,7 milhões; uma dívida de R$ 5,3 milhões junto à concessionária Equatorial Energia; além de pendências de R$ 1,6 milhão referentes a consignações em folha e mais de R$ 1,2 milhão em débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo o documento encaminhado ao Legislativo estadual, o volume total de obrigações herdadas chega a R$ 92,9 milhões. Em contrapartida, a atual administração afirma ter encontrado apenas R$ 143 mil de recursos livres disponíveis nas contas do município.
Ainda conforme a prefeita, a receita mensal não vinculada da cidade não é suficiente para cobrir as despesas obrigatórias atualmente existentes, comprometendo a capacidade operacional da prefeitura e colocando em risco a manutenção de serviços públicos essenciais.
Com o reconhecimento do estado de calamidade financeira, o município poderá adotar medidas excepcionais previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Entre elas estão limitação de empenhos, revisão de contratos administrativos, redução e racionalização de despesas, além da possibilidade de buscar maior cooperação junto aos governos estadual e federal.
A administração municipal argumenta que a medida também garantiria maior segurança jurídica para implementação de ações emergenciais voltadas à recuperação financeira da cidade. O pedido agora será analisado pelos deputados estaduais na Alego.













