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Conheça o anapolino milionário que seria vice de Marçal, caso coach pudesse se candidatar

Leonardo Avalanche declarou R$ 495 milhões em bens ao TSE, sendo 99% em criptomoedas; patrimônio saltou 847 vezes em oito anos e ele já admitiu em áudio ter proximidade com integrantes do PCC.


Por Carlos Nathan Sampaio em 31/08/2026 - 15:56

Conheça o anapolino milionário que seria vice de Marçal, caso coach pudesse se candidatar
(Foto: Reprodução/PRTB)

Natural de Anápolis (GO), o presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, é o nome escolhido por Pablo Marçal para ser seu vice-presidente na chapa da legenda — caso o coach e influenciador, atualmente inelegível por decisão judicial, pudesse disputar o cargo nas eleições de 2026. O que chama atenção no currículo do político, porém, vai muito além da aliança partidária: seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral impressiona e levanta questionamentos.

Avalanche informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir bens no valor total de R$ 495 milhões. Desse montante, R$ 491 milhões estão aplicados em criptomoedas, o que representa 99% de toda sua fortuna. O número é 847 vezes maior do que o patrimônio declarado por ele em 2018, quando concorreu a deputado federal por Goiás — na época, ele afirmava ter R$ 379,8 mil (cerca de R$ 584 mil em valores atualizados).

O salto exponencial ocorreu em apenas oito anos, sem que houvesse explicação pública detalhada sobre a origem dos recursos. Procurado pela coluna Painel, da Folha, na tarde desta terça-feira (18), Avalanche não respondeu até a publicação deste texto.

Além do patrimônio bilionário (em reais), Avalanche carrega outras polêmicas. Em 2024, durante a campanha municipal em que o PRTB lançou Marçal à Prefeitura de São Paulo, a Folha revelou áudios nos quais ele afirmava a um correligionário manter vínculos com integrantes da facção criminosa PCC. Na gravação, feita durante um almoço com membros do partido, Avalanche tenta demonstrar influência sobre autoridades do país. Ele nega qualquer relação com a organização criminosa.

Apesar do cenário jurídico que impede Marçal de concorrer, o nome de Avalanche segue sendo uma peça central nos bastidores do PRTB — e sua trajetória financeira meteórica segue sob suspeita de eleitores e adversários.

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