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Escala 6×1 vira bandeira eleitoral


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 04/04/2026 - 10:10

Lula escala 6x1

A escala de trabalho 6 por 1  ganhou contornos políticos e pode se tornar tema importante das campanhas eleitorais deste ano. A pauta reforça a polarização entre esquerda e direita no país, mas ocorre em um momento em que se posicionar contra direitos dos trabalhadores pode interferir na decisão do eleitor. Parlamentares têm evitado se posicionar publicamente de forma firme sobre o tema, comportamento típico em temas sensíveis. A direita queria adiar o debate para depois da eleição e o presidente Lula (PT) decidiu enviar um projeto próprio do Executivo ao Congresso em regime de urgência nos próximos dias, contando com simpatia popular e pressão nas redes.  A proposta (PEC ou projeto) precisaria passar por comissões e obter 3/5 dos votos em dois turnos (se for PEC). Hoje, a aprovação está longe de estar garantida, mas o debate por si só pode ter um peso grande na campanha. E a esquerda vai querer inflamar esse debate.

Quem vai votar contra? 

caiado

Ronaldo Caiado, agora pré-candidato a presidente da República, se posicionou sobre o tema ao se filiar ao PSD. Segundo ele, o Congresso deve avaliar os possíveis impactos da mudança nas relações de trabalho e na economia. E antecipou o resultado da votação: “se você coloca uma pauta que diz o seguinte, ‘olha, você vai trabalhar menos e ganhar a mesma coisa’, quem é que vai votar contra?. Agora, ninguém descreveu as consequências que poderão vir”.

Apenas um

Dos senadores goianos, apenas Vanderlan Cardoso (PSD) disputa a reeleição. Está entre os 34 que planejam permanecer no senado, conforme levantamento do Congresso em Foco. Wilder Morais (PL) compõe o grupo de 11 senadores que já se decidiram pela disputa pelos governos estaduais. Cinco ainda avaliam entrar na corrida aos executivos.Jorge Kajuru (PSB) está entre os senadores em fim de mandato que não vão disputar a reeleição nem outro cargo.

Casa estratégica 

A campanha eleitoral pelo Senado se adiantou à de outros cargos da eleição deste ano dada a importância que Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) conferem à Casa, responsável por validar as indicações do Executivo para tribunais superiores, agências reguladoras, Banco Central, embaixadas e outros cargos de alto escalão, além de abrir, processar e julgar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o Levantamento do Congresso em Foco, entre os 54 senadores que irão disputar a reeleição, 27 são alinhados ao governo, 16 são de oposição e 11 se colocam como independentes.

Direita alternativa

Gilberto Kassab (PSD) aposta no potencial de Ronaldo Caiado (PSD) para chegar ao segundo turno nas eleições e, chegando, ele teria força para enfrentar tanto o presidente Luiz (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontados como favoritos na disputa. Nome historicamente identificado com a direita, Caiado pode atrair eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo, e que o apoiariam em um eventual segundo truno. Ao optar por Caiado, Kassab se afasta de um projeto de centro democrático, representado por Eduardo Leite (PSD), e passa a investir em uma direita alternativa ao bolsonarismo. 

Por pouco 

Falta pouco para a definição do quadro político em Goiás, a definição do vice de Daniel Vilela (MDB), que já está bem afunilada em três nomes: Gustavo Mendanha (PSD), José Mário Schreiner (MDB) e Luiz do Carmo (PSD). Os três estão em campanha, buscando apoios de setores e políticos. Mais difícil está a definição da chapa majoritária do PT, haja vista que os melhores nomes da esquerda não querem deixar a disputa para deputado estadual e federal para representar o campo.    

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