Skip to content

Goiás é alvo de operação contra rede de bets ilegais que movimentou R$ 734 milhões

Policiais civis cumprem mandados em Goiânia, Planaltina de Goiás e Valparaíso; Justiça determinou bloqueio de R$ 3,4 bilhões em bens e valores de investigados


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 05/11/2026 - 13:39

Goiás é alvo de operação contra rede de bets ilegais que movimentou R$ 734 milhões
Goiás é alvo de operação contra rede de bets ilegais que movimentou R$ 734 milhões

Goiás está entre os seis estados envolvidos na Operação Azzardo, deflagrada nesta quinta-feira (5) para desarticular uma rede de apostas esportivas ilegais que teria movimentado cerca de R$ 734 milhões. No estado, as diligências da Polícia Civil ocorrem em Goiânia, Planaltina de Goiás e Valparaíso de Goiás.

A operação mobiliza aproximadamente 200 policiais civis do Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. Ao todo, são cumpridos 52 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades.

A Justiça do Distrito Federal também autorizou o bloqueio de R$ 3,483 bilhões em bens e valores, medida que alcança 64 pessoas físicas e 120 empresas. Entre as determinações estão a suspensão das inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e dos registros em juntas comerciais de 100 empresas e empresários individuais.

Também foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 pessoas jurídicas, além da proibição de abertura de novas contas bancárias pelos investigados durante 90 dias.

Empresas de fachada e movimentação milionária

As investigações começaram há cinco meses, após comunicações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda à Polícia Civil do Distrito Federal. A apuração identificou plataformas de apostas de quota fixa que funcionavam sem autorização federal.

Segundo a investigação, os sites ilegais eram divulgados nas redes sociais e apareciam em resultados de buscas na internet, inclusive no Google. Os valores depositados pelos apostadores eram direcionados a mais de 100 contas abertas na fintech A55 Sociedade de Crédito, sediada em São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil do DF, aproximadamente R$ 1 bilhão teria circulado por essas contas. A instituição financeira, duas empresas do mesmo grupo e seus dirigentes também são alvos das medidas de busca e bloqueio determinadas pela Justiça.

Os investigadores identificaram indícios de utilização de empresas de fachada para receber e movimentar os recursos. Em alguns casos, os endereços registrados correspondiam a estabelecimentos comerciais e residências sem estrutura compatível com as atividades declaradas.

A apuração também identificou relatos de apostadores que registraram boletins de ocorrência após não conseguirem receber valores de apostas. Segundo a polícia, parte dos usuários não sabia que as plataformas operavam ilegalmente.

Investigados podem responder por cinco crimes

Os alvos da operação são investigados por exploração de loteria não autorizada, estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.

Somadas, as penas previstas para esses crimes podem variar de 11 anos e seis meses a 31 anos de prisão. A punição pode chegar a 33 anos caso a falsidade ideológica envolva documento público.

O nome Azzardo faz referência à expressão italiana gioco d’azzardo, que significa jogo de azar.

Com informações da Agência Brasil.

 

LEIA TAMBÉM:
Polícia Civil de Goiás deflagra operação contra golpe do falso gerente bancário que causou prejuízo de R$ 412 mil

Pesquisa