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Imposto de Renda 2026: prazo termina em 29 de maio e quase metade dos goianos ainda não enviou a declaração

CRCGO alerta para os riscos de deixar a declaração para os últimos dias; multa mínima para quem perder o prazo é de R$ 165,74


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 11/05/2026 - 14:57

Imposto de Renda 2026: prazo termina em 29 de maio e quase metade dos goianos ainda não enviou a declaração
Imposto de Renda 2026: prazo termina em 29 de maio e quase metade dos goianos ainda não enviou a declaração

Com menos de 20 dias para o encerramento do prazo da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, os contribuintes precisam redobrar a atenção para evitar multas e outras penalidades. Em Goiás, 774.181 declarações já foram enviadas à Receita Federal até a manhã desta segunda-feira (11/05). Esse número representa pouco mais de 52% da expectativa total para o estado, estimada em 1.467.949 documentos entregues.

Em todo o Brasil, a Receita Federal contabiliza 21.864.520 declarações recebidas, enquanto a projeção nacional é de aproximadamente 44 milhões até o prazo final, em 29 de maio. Diante da reta final, o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO) reforça o alerta para que os contribuintes não deixem a entrega para a última hora.

Segundo o presidente do CRCGO, Marcelo Cordeiro, este é o momento de revisar documentos e garantir que todas as informações estejam corretas. “Estamos em uma fase crítica do calendário. É fundamental que o contribuinte organize seus documentos, revise todas as informações e evite erros que possam levar à malha fina ou atrasar a restituição”, afirma.

Marcelo Cordeiro destaca ainda que antecipar o envio da declaração pode trazer vantagens financeiras ao contribuinte. “Quem tem direito à restituição pode receber mais cedo ao enviar a declaração antes. Deixar para os últimos dias aumenta o risco de instabilidade no sistema e reduz as chances de entrar nos primeiros lotes”, explica.

Restituição

Em Goiás, 71,4% das declarações entregues até o momento têm imposto a restituir, enquanto 15,2% apresentam imposto a pagar. Os dados de semanas anteriores apontavam 75,4% das declarações com restituição, o que indica que os percentuais podem variar conforme novas entregas.

O calendário da restituição do IRPF 2026 prevê pagamentos em quatro lotes, com liberações programadas para 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto . A prioridade segue critérios legais, começando por idosos acima de 80 anos, idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência, portadores de moléstia grave e contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério .

Também terão prioridade os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem pelo recebimento via Pix. O uso da modalidade pré-preenchida em Goiás já ultrapassa 65% das entregas .

Consequências do atraso ou da não entrega da declaração

O CRCGO também alerta para as consequências do atraso ou da não entrega da declaração. A multa mínima para quem perder o prazo é de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido, além da incidência de juros . A penalidade corresponde a 1% ao mês sobre o valor do imposto devido e é gerada automaticamente no momento da entrega em atraso, por meio de um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), com vencimento em até 30 dias.

Além do impacto financeiro, o contribuinte que não regularizar a situação pode enfrentar restrições cadastrais. “Quando o CPF fica com status de pendente de regularização ou omisso, o contribuinte pode enfrentar dificuldades para obter financiamentos, emitir passaporte, participar de concursos públicos e até realizar determinadas movimentações bancárias”, alerta Marcelo Cordeiro.

O presidente do CRCGO reforça que, mesmo após o prazo, a recomendação é enviar a declaração o quanto antes para reduzir prejuízos e evitar complicações fiscais futuras. Ele também destaca a importância do acompanhamento profissional durante o processo de declaração. “O profissional da contabilidade tem papel essencial nesse período, orientando o contribuinte, evitando inconsistências e garantindo mais segurança no envio das informações à Receita Federal. Por isso, na dúvida, procure sempre um profissional contábil devidamente registrado no Conselho”, conclui .

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