Mais de 50 pessoas do Instituto Nacional de Nanismo (INN) participaram da 1ª Marcha PCD e Raros, realizada nesta terça-feira (3), em Brasília. O evento, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, percorreu o trajeto entre o Museu Nacional da República e o Congresso Nacional. Representantes de associações entregaram pautas sobre saúde, educação, cidadania e o Projeto de Lei Complementar 149/2024, que busca garantir acesso a medicamentos de alto custo.
A delegação do INN incluiu crianças, jovens e adultos com nanismo, acompanhados por seus familiares. Liderando o grupo estavam Juliana Yamin, presidente do INN, e Gabriel Yamin, líder do Somos Todos Gigantes. Participantes de Brasília, cidades próximas e um grupo vindo de Goiânia em ônibus fretado reforçaram o movimento. Gabriel destacou que a marcha simbolizou união e visibilidade para a comunidade do nanismo e outras deficiências.
O nanismo foi reconhecido como deficiência no Brasil em 2004, e o INN existe como instituição há apenas 4 anos. Gabriel afirmou que o movimento ainda está no início, mas a participação expressiva mostrou o potencial para ampliar conquistas. Ele agradeceu à comunidade pelo engajamento e pela disposição em ocupar espaços públicos de relevância.
Juliana Yamin enfatizou a força do grupo. Segundo ela, o INN representou um terço dos participantes e destacou-se pela organização e energia. “Mostramos que somos raros, mas fortes. O INN prova que a comunidade do nanismo não é mais invisível. Estamos ocupando nosso lugar e lutando por todos. Sermos gigantes é sobre capacidade, não altura”, afirmou Juliana.
José Wellington Leitão, pai de uma menina com nanismo, elogiou o evento. Ele afirmou que a marcha deu voz a pessoas com deficiência e doenças raras, muitas vezes ignoradas pela sociedade. Para ele, foi um momento emocionante de união e partilha de desafios enfrentados por essas comunidades.
Marcelo Rodrigues, pai de Davi, de 4 anos, reforçou a importância da marcha. Ele destacou que o movimento chamou atenção dos três poderes para os direitos das pessoas com deficiência e doenças raras. Marcelo criticou a falta de ação prática em relação aos discursos políticos e defendeu a necessidade de políticas públicas efetivas.
Flávia Vieira, mãe de Isabela, de 15 anos, ficou emocionada com a união do grupo. Segundo ela, foi o maior movimento que presenciou em nove anos de luta. Flávia ressaltou que encontros como esse fortalecem o amor e a colaboração entre as famílias, além de darem mais visibilidade à causa.
Ricardo Enacleto, que tem acondroplasia, participou pela primeira vez. Ele descreveu o evento como acolhedor e cheio de energia positiva. Ana Paula Geralda dos Santos, mãe de Théo, de 5 anos, também se emocionou. Ela destacou que o filho pôde conhecer outras crianças com nanismo, o que tornou a experiência única e marcante.














