Na semana do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o Ministério da Saúde anunciou uma nova linha de cuidado para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o fortalecimento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) para Goiás. O investimento será de R$ 1,1 milhão por ano, destinado a ampliar o atendimento em Anápolis e São Luís de Montes Belos.
Os recursos vão garantir um custeio adicional de 20% para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Anápolis, que poderá atender mais 140 famílias, e financiar o transporte sanitário do Centro de Reabilitação José de Siqueira, em São Luís de Montes Belos.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (18) pelo superintendente do Ministério da Saúde em Goiás, Lucas Vasconcellos, dentro do programa Agora Tem Especialistas. Ele destacou que, atualmente, o estado já conta com 15 Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e duas oficinas ortopédicas, com investimento anual de cerca de R$ 40 milhões.
Expansão nacional
Em todo o país, a expansão dos serviços terá aporte de R$ 72 milhões para 71 novos serviços da RCPD em 18 estados e no Distrito Federal. Entre as medidas, estão a habilitação de 23 novos CERs, custeio adicional de 20% para outros 33 centros já existentes, 15 veículos de transporte sanitário adaptado e oito ampliações de porte em unidades em funcionamento.
Além disso, o Novo PAC Saúde prevê a construção de 23 novos CERs em 14 estados, com investimento de R$ 207 milhões. O novo modelo arquitetônico incluirá jardins e salas multissensoriais, projetados especialmente para pessoas com TEA.
Linha de cuidado para o autismo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também lançou em Brasília a nova linha de cuidado para pessoas com TEA. A proposta prevê que profissionais da atenção primária realizem rastreamento de sinais de autismo em todas as crianças de 16 a 30 meses, como parte da rotina de avaliação do desenvolvimento.
O rastreio será feito com o M-Chat, teste de triagem já disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico do SUS. A estratégia busca permitir intervenções e estímulos antes mesmo da confirmação diagnóstica, ampliando as chances de autonomia e inclusão social.
Segundo o IBGE, 1,2% da população brasileira vive com TEA e 71% dessas pessoas apresentam também outras deficiências, o que reforça a importância de ações integradas no SUS.















