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Ministério da Saúde lança nova linha de cuidado para TEA e anuncia R$ 1,1 milhão por ano para Goiás

O investimento será destinado a ampliar o atendimento em Anápolis e São Luís de Montes Belos


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 19/09/2025 - 09:29

As medidas fazem parte do programa Agora Tem Especialistas. Dia do orgulho autista
As medidas fazem parte do programa Agora Tem Especialistas

Na semana do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o Ministério da Saúde anunciou uma nova linha de cuidado para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o fortalecimento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) para Goiás. O investimento será de R$ 1,1 milhão por ano, destinado a ampliar o atendimento em Anápolis e São Luís de Montes Belos.

Os recursos vão garantir um custeio adicional de 20% para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Anápolis, que poderá atender mais 140 famílias, e financiar o transporte sanitário do Centro de Reabilitação José de Siqueira, em São Luís de Montes Belos.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (18) pelo superintendente do Ministério da Saúde em Goiás, Lucas Vasconcellos, dentro do programa Agora Tem Especialistas. Ele destacou que, atualmente, o estado já conta com 15 Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e duas oficinas ortopédicas, com investimento anual de cerca de R$ 40 milhões.

Expansão nacional

Em todo o país, a expansão dos serviços terá aporte de R$ 72 milhões para 71 novos serviços da RCPD em 18 estados e no Distrito Federal. Entre as medidas, estão a habilitação de 23 novos CERs, custeio adicional de 20% para outros 33 centros já existentes, 15 veículos de transporte sanitário adaptado e oito ampliações de porte em unidades em funcionamento.

Além disso, o Novo PAC Saúde prevê a construção de 23 novos CERs em 14 estados, com investimento de R$ 207 milhões. O novo modelo arquitetônico incluirá jardins e salas multissensoriais, projetados especialmente para pessoas com TEA.

Linha de cuidado para o autismo

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também lançou em Brasília a nova linha de cuidado para pessoas com TEA. A proposta prevê que profissionais da atenção primária realizem rastreamento de sinais de autismo em todas as crianças de 16 a 30 meses, como parte da rotina de avaliação do desenvolvimento.

O rastreio será feito com o M-Chat, teste de triagem já disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico do SUS. A estratégia busca permitir intervenções e estímulos antes mesmo da confirmação diagnóstica, ampliando as chances de autonomia e inclusão social.

Segundo o IBGE, 1,2% da população brasileira vive com TEA e 71% dessas pessoas apresentam também outras deficiências, o que reforça a importância de ações integradas no SUS.

Redação Tribuna do Planalto

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