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MPGO denuncia acusado de chacina que deixou três mortos em Goiatuba

Acusado teria usado um revólver calibre .22 para cometer os crimes; MPGO pede julgamento pelo Tribunal do Júri e indenização mínima de R$ 500 mil


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 22/08/2026 - 08:05

Leonardo José de Araújo foi denunciado por três homicídios e por porte ilegal de arma de fogo; denúncia já foi recebida pela Justiça.
Leonardo José de Araújo foi denunciado por três homicídios e por porte ilegal de arma de fogo (Foto: Reprodução)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Leonardo José de Araújo pela morte de três pessoas em Goiatuba, no sul do estado. Os crimes ocorreram em 28 de julho deste ano. A Justiça já recebeu a denúncia, e o processo seguirá pelo rito do Tribunal do Júri.

As vítimas foram identificadas como Nahtan Moraes Dutra Campos, Beatriz Soares de Souza e Jaine Barbosa Chaves. De acordo com a acusação, Nahtan e Beatriz foram mortos em uma propriedade rural próxima à GO-320. Jaine, que mantinha um relacionamento com o denunciado, foi assassinada posteriormente dentro de um veículo, em uma estrada vicinal.

O MPGO aponta que Leonardo chegou ao imóvel rural por volta das 15h48, armado com um revólver calibre .22. Nahtan teria sido atingido por dois tiros na nuca enquanto estava sentado. Em seguida, Beatriz foi baleada no tórax e na cabeça.

Após os dois primeiros crimes, o acusado teria deixado a propriedade levando Jaine no carro. Durante o trajeto, segundo a investigação, ele fez ligações e enviou mensagens relatando os homicídios. Em uma delas, teria afirmado que já havia matado duas pessoas e que faria uma terceira vítima. Jaine foi encontrada morta dentro do automóvel.

A Polícia Militar localizou o veículo cerca de 20 minutos depois de receber informações de familiares da vítima. Leonardo estava ferido por um disparo de arma de fogo. No carro, os policiais apreenderam um revólver calibre .22 com cinco munições intactas e uma deflagrada. Os corpos de Nahtan e Beatriz foram encontrados posteriormente na propriedade rural.

Na denúncia, o Ministério Público sustenta que os dois primeiros homicídios foram cometidos por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. No caso de Jaine, a acusação inclui feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, além de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa.

Leonardo também foi denunciado por porte ilegal de arma de fogo. O MPGO pediu que ele seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e que seja estabelecido o valor mínimo de R$ 500 mil para reparação dos danos causados pelos crimes.

Redação Tribuna do Planalto

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