A partir da sanção da Lei nº 15.468/2026, publicada nesta terça-feira (14), a educação política e os direitos da cidadania passam a fazer parte do currículo obrigatório da educação básica brasileira. A medida altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e amplia os conteúdos relacionados à formação cidadã dos estudantes.
Pela nova legislação, o tema deverá ser desenvolvido no contexto dos estudos sobre a realidade social e política do Brasil, permitindo que crianças e adolescentes tenham contato com conceitos ligados ao funcionamento da democracia, à organização da sociedade, aos direitos e deveres dos cidadãos e às formas de participação política.
A proposta busca fortalecer a formação de estudantes capazes de compreender o papel das instituições públicas, reconhecer a importância da participação democrática e exercer a cidadania de maneira consciente e responsável.
Embora a lei torne obrigatória a abordagem desses conteúdos, ela não cria uma disciplina específica denominada “Educação Política”. A inclusão ocorrerá dentro dos componentes curriculares e das atividades pedagógicas já previstas para a educação básica, conforme a organização dos sistemas de ensino.
No mesmo ato, foi sancionada a Lei nº 15.467/2026, que institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania. A iniciativa será realizada todos os anos na primeira semana de maio e permitirá que escolas, órgãos públicos e entidades da sociedade civil promovam atividades voltadas à reflexão sobre ética, cidadania, participação democrática e combate à corrupção.
Educação política não é uma nova matéria
A nova lei não cria uma disciplina específica chamada Educação Política. Ela determina que o tema seja incorporado ao currículo da educação básica, dentro dos estudos relacionados à realidade social e política brasileira. Caberá aos sistemas de ensino definir como os conteúdos serão trabalhados nas escolas, respeitando as diretrizes da LDB.
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