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O fator Ciro e o rearranjo da centro-esquerda

Com alto índice de indecisos, cenário ainda pode mudar até 2026


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 19/04/2026 - 10:28

Ciro Gomes -
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A eventual entrada de Ciro Gomes na disputa presidencial tende a mexer mais no campo da centro-esquerda e do eleitorado antipetista do que propriamente alterar a polarização principal.Ciro costuma atrair votos de eleitores que não querem nem um candidato ligado ao PT nem um nome identificado com Bolsonaro. Em uma disputa presidencial, isso pode dividir votos no campo oposicionista ao bolsonarismo, especialmente entre eleitores mais moderados, urbanos e de classe média; tirar espaço de candidaturas de centro, dificultar uma vitória em primeiro turno de um candidato mais forte da esquerda, caso ele capture parte desse eleitorado; forçar os demais candidatos a endurecer o discurso econômico e de gestão pública, áreas em que Ciro costuma tentar se diferenciar. Por outro lado, o impacto real depende de alguns fatores. Ciro chega desgastado após derrotas anteriores e perdeu parte do protagonismo nacional. Além disso, hoje o cenário ainda parece muito marcado pela força de nomes ligados ao lulismo e ao bolsonarismo.Se entrar na disputa, Ciro pode até não liderar as pesquisas, mas tende a influenciar o debate, sobretudo em temas como economia, indústria, dívida pública e reforma do Estado. Em um cenário apertado, ele pode ser decisivo ao tirar votos suficientes para impedir que algum adversário chegue ao segundo turno ou avance com folga.

 

Em família – Após a saída de Ronaldo Caiado do União Brasil, Gracinha Caiado o substituiu no comando da federação União Progressista (UB-PP), de acordo com Bruno Peixoto, que assumiu a presidência regional do UB.  (Foto: Alego)

Discurso pronto

O Cidadania já tem o que seria um esboço de plano de governo para defender. De acordo com o presidente da legenda, Iure de Castro, o partido, que compõe uma federação com o PSDB, defende transformar o Entorno de Brasília em um verdadeiro vale do silício, com empresas de tecnologia, trazer big techs para cá, discutir microchips, discutir tecnologia de ponta, discutir mobilidade urbana, trens e metrôs; conectar as cidades não apenas por transporte público convencional; industrializar as nossas regiões mais distantes da capital; destinar, de forma obrigatória, recursos para os municípios com menor índice de desenvolvimento humano e de infraestrutura; e colocar o polo bélico de Anápolis em funcionamento, dentro de uma discussão de segurança nacional.

Anápolis tem 16 candidatos a deputado estadual

Além dos quatro atuais ocupantes de cadeiras no Legislativo Goiano que tentam permanecer – Antônio Gomide (PT), Amilton Filho (MDB), Coronel Adailton (Solidariedade) e

Vivian Naves (PP), há pelo menos mais 12 interessados na disputa: Samuel Gemus, Kelly Fera, Missionário João Costa e Elcimar da Conexão, do Republicanos; Felipe Mabel do Podemos; José de Lima, Frei Valdair, Edward Júnior, Paulo de Lima e Eli Rosa, do Novo; Vereador Jean Carlos, do PL, e Leandro Ribeiro do Mobiliza,

A história das constituições 

O professor de Direito Vilmar Rocha e o cientista político Francisco Itami lançam, nos próximos meses, o livro que reúne todas as cartas estaduais desde 1891 até a Constituição de 1989. O livro traz não apenas os textos constitucionais, mas também análises sobre o contexto político, institucional e jurídico de cada período. A obra destaca momentos marcantes, como a influência de Leopoldo de Bulhões, o projeto de Pedro Ludovico e a redemocratização pós-1988. Vilmar Rocha, que foi constituinte estadual, assina a apresentação.

Primeiro voto

Pesquisa do Instituto Gerp para o Senado, publicada na quarta-feira, 14, aponta o franco favoritismo de Gracinha Caiado (UB), liderando tanto no primeiro quanto no segundo voto. 

Já no segundo voto, Vanderlan sobe para 12% e Zacharias Calil aparece com 9%. Gustavo Gayer cai para 8%, o que pode indicar que ele tem um eleitorado mais fiel como primeira opção, mas menor capacidade de ser escolhido como alternativa.

Segundo voto
O dado de Vanderlan é relevante porque ele aparece em terceiro no primeiro voto, mas melhora no segundo voto, mostrando potencial de agregar apoio entre eleitores de outros candidatos. Zacharias Calil também demonstra força semelhante, ao aparecer relativamente melhor no segundo voto do que no primeiro. Hoje, o quadro sugere uma disputa mais consolidada pela primeira vaga, com vantagem para Gracinha Caiado, e uma corrida mais aberta pela segunda cadeira, envolvendo Gustavo Gayer, Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil.

Nenhum deles
Outro ponto importante é o percentual elevado de “nenhum deles” e “não sabe/não respondeu”, principalmente no segundo voto. Somados, eles chegam a 30%. Isso mostra que ainda existe um espaço significativo para mudanças no cenário até 2026, especialmente para a disputa da segunda vaga.

Pesquisa para Senador por Goiás em 2026

Pré-candidato Primeiro voto Segundo voto
Gracinha Caiado (União Brasil) 27% 23%
Gustavo Gayer (PL) 20% 8%
Vanderlan Cardoso (PSD) 15% 12%
Zacharias Calil (MDB) 9% 9%
Luís Cesar Bueno (PT) 5% 4%
Alexandre Baldy (PP) 4% 7%
Oséias Varão (PL) 2% 5%
Iure Castro (Cidadania) 0% 1%
Nenhum deles 9% 16%
Não sabe/Não respondeu 8% 14%
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