A Polícia Civil de Goiás, por meio da Central de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão de Goiânia – 1ª DRP, apreendeu, na noite desta segunda-feira (28), em Goiânia, 28 caixas lacradas de medicamento injetável para emagrecimento, cujo valor é de aproximadamente R$ 130 mil. As canetas estavam sendo vendidas em um camelódromo de Goiânia.
A ação teve início após uma denúncia anônima informando que uma mulher estaria distribuindo canetas de emagrecimento em um camelódromo da capital. Diante da informação, uma equipe policial se deslocou ao local ainda no período da tarde, com o objetivo de verificar a procedência da denúncia, nos termos do artigo 5º, parágrafo 3º, do Código de Processo Penal.
Após algum tempo de vigilância nas proximidades, os policiais observaram a chegada de um casal com comportamento suspeito e, em seguida, um motoboy se aproximou transportando uma caixa, que foi aberta pela mulher. No interior da caixa foi encontrado 28 medicamentos lacrados da caneta de emagrecimento sem receita ou nota fiscal.
Receita retida
Além de não ter garantia sobre a procedência do medicamento, vendido em um camelódromo, a situação tem outra irregularidade: desde o dia 23 de junho deste ano, farmácias e drogarias começam a reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
A categoria inclui a semaglutida, a liraglutida, a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.
A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.
Na época, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.
A análise, segundo a agência, se baseou em dados de notificação do VigiMed, sistema disponibilizado pela Anvisa para que cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos possam reportar suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas.
Em uma análise comparativa, o sistema de farmacovigilância, de acordo com a agência, sinalizou “muito mais eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas pela Anvisa no Brasil do que os dados globais”.
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