O primeiro dia de greve dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares em Goiás foi marcado por paralisações no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. A mobilização é motivada pela falta de resposta da empresa em relação às cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.
Além das questões salariais, a categoria também reivindica melhorias nas cláusulas sociais e nos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos empregados públicos que atuam na unidade hospitalar. Segundo os trabalhadores, há insatisfação com a demora nas negociações e com a ausência de definições concretas por parte da empresa.
Outro ponto de crítica é o adiamento das respostas sobre reajustes salariais. A avaliação dos trabalhadores é de que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares tem postergado as negociações em função do calendário eleitoral, que impõe restrições legais para aumentos acima da inflação a partir de abril.
O movimento grevista não se restringe a Goiás. Até o momento, oito estados já aderiram à paralisação: Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Piauí, Paraná, Bahia e Tocantins. Em nível nacional, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal segue em negociação com a empresa, em mediação conduzida pelo Tribunal Superior do Trabalho.
Em nota, o HC/UFG respondeu que a gestão dos hospitais está monitorando e dialogando com os sindicatos envolvidos e, por isso, ainda não dispõe de informações sobre quantitativo total de adesão, de impactos assistenciais ou de necessidade de remarcação de atendimentos.
Confira a nota na íntegra:
A HU Brasil informa que permanece em processo de negociação com as entidades representativas dos empregados e empregadas para a celebração do ACT 2026/2027, cuja data-base está fixada em 1º de junho de 2026.
As tratativas vêm sendo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) desde a última terça-feira (24), com nova rodada de negociação agendada para esta segunda-feira (30). Na reunião, a estatal vai apresentar o índice econômico visando avançar no entendimento entre as partes.
A estatal reforça que tem adotado medidas para assegurar a continuidade da prestação dos serviços essenciais de saúde à população, resguardando o interesse público.
Destaca-se que o último ACT (2024/2026), ainda vigente, firmado com as entidades sindicais, contemplou avanços relevantes tanto do ponto de vista econômico quanto social, reafirmando o compromisso com o diálogo permanente e com a valorização dos(as) trabalhadores(as).














