Praia, cachoeiras ou natureza selvagem? Os turistas que procuram experiências de luxo no Brasil têm três destinos entre os preferidos: Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Pantanal.
A capital fluminense lidera a procura entre as operadoras associadas à Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), com 51% das indicações. Foz do Iguaçu aparece em segundo lugar, com 40%, e o Pantanal completa o trio, com 24%.
Os dados fazem parte do Anuário BLTA 2026, produzido em parceria com o Centro Universitário Senac. O estudo reúne informações referentes a 2025, fornecidas por 63 meios de hospedagem e oito operadoras de turismo.
As empresas pesquisadas representam apenas os associados da entidade. Portanto, os números não correspondem a todo o mercado brasileiro de turismo de luxo.
Quanto custa uma experiência de luxo?
A diária média nos hotéis, pousadas, resorts e lodges participantes chegou a R$ 3.109 em 2025. Somados, os meios de hospedagem registraram faturamento bruto estimado de R$ 3,34 bilhões e receberam aproximadamente 1 milhão de hóspedes.
A taxa média de ocupação ficou em torno de 50%. Embora o valor das diárias tenha apresentado redução de 4,83% em relação ao ano anterior, o número de acomodações vendidas cresceu 5,91%.
Quando a viagem é organizada pelas operadoras especializadas, os valores ficam ainda mais elevados. O tíquete médio diário dos clientes brasileiros chegou a R$ 16.524, aumento de 6% na comparação com 2024.
Entre os turistas estrangeiros, a média diária alcançou R$ 21.216, alta de 4%. Esses valores podem incluir diferentes serviços contratados por meio das operadoras, e não somente a hospedagem.
Brasileiros dominam as hospedagens
Sete em cada dez hóspedes recebidos nos estabelecimentos pesquisados eram brasileiros. Os estrangeiros representaram os outros 30%, com maior participação dos europeus.
A Europa respondeu por 13% dos hóspedes, seguida pela América do Norte, com 9%, e pela América Latina, com 5%. Outros mercados corresponderam a 3%.
Nas operadoras de viagens, o público internacional ocupa uma fatia maior. Os clientes da América do Norte aparecem em primeiro lugar, com 38%, seguidos pelos europeus, com 36%. Os brasileiros representam 15% da demanda.
Os visitantes de fora também permanecem mais tempo no país. Segundo o levantamento, 80% dos turistas internacionais atendidos pelas operadoras realizam viagens com duração superior a sete dias.
Entre os brasileiros hospedados nos estabelecimentos associados, 58% ficam por até três diárias. Outros 35% permanecem entre quatro e sete noites.
O luxo está mudando
O levantamento mostra ainda que o turismo de alto padrão passa a incorporar critérios relacionados à preservação ambiental e ao impacto nas comunidades locais.
Atualmente, 28% dos associados da BLTA possuem certificações de sustentabilidade. Outros 54% estão em processo de certificação. A entidade pretende fazer com que todos os membros tenham algum reconhecimento do tipo até o fim de 2028.
Dos meios de hospedagem que responderam à pesquisa, 42 apoiam 164 projetos socioambientais — uma média de aproximadamente quatro iniciativas por estabelecimento. As oito operadoras envolvidas no estudo apoiam outras 26 ações.
A associação reúne atualmente 66 hotéis, pousadas, lodges e resorts distribuídos por 37 destinos brasileiros, além de oito operadoras especializadas.
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