Em Goiás a seca é total, e o período de estiagem já dura 125 dias, com a última chuva registrada em 18/05, ou seja, a três meses atrás, algo que tem sido motivo de discussão pois sem chuva o clima fica mais seco perdendo sua umidade, e com isso propiciando mais ainda oportunidades para que surjam focos de queimadas.
De acordo com estatísticas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, o número de atendimentos a incêndio florestal aumentou cerca de 80 % em relação ao mesmo período do ano passado, sendo registrados 1.260 ocorrências, sendo que nesse ano até o momento já foram atendidos 2.226 incidentes.
O caso mais recente aconteceu no Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco, às margens da BR-153, em Goiânia, que teve início na manhã de sábado, 14, e foi controlado apenas na segunda-feira, 16, atingindo uma área de 1 mil hectares de vegetação. De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, as chances de o incêndio ter sido provocado por causas naturais são quase nulas, sendo de ação humana, como queima de lixo doméstico e incêndio em pastagem.

Segundo o CPTEC/INPE (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) a previsão é de que as chuvas comecem no próximo dia 25.
Meia Ponte
O clima também atinge os nossos reservatórios hídricos, como a Bacia do Rio Meia Ponte, que está em estado de alerta pois já atingiu seu estado crítico com um número inferior a 1.500 litros por segundo, cujo qual já força a utilização do racionamento em relação a distribuição para a sociedade. Em uma solução imediata o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, abriu em pareceria com redes privadas a descarga de um reservatório de água para garantir melhor vazão do rio e evitar rodízio de abastecimento na Grande Goiânia.
Matheus Reis
Matheus Reis é integrante do programa de estágio com parcerias entre a Universidade Puc de Goiàs e o Jornal Tribuna do Planalto, sob orientação de Rosana Melo















