Os brasileiros passaram a contar, a partir deste sábado (30), com uma nova opção gratuita para assistir a produções nacionais. Lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante o evento Rio2C 2026, no Rio de Janeiro, a plataforma Tela Brasil estreia como o primeiro serviço público federal de streaming audiovisual do país.
A iniciativa reúne, em um único ambiente digital, centenas de obras que marcaram a história do cinema e da televisão brasileira. O acesso é gratuito e pode ser feito por qualquer cidadão que possua uma conta Gov.br.
Para utilizar a plataforma, basta acessar o site oficial da Tela Brasil e realizar o login utilizando os dados cadastrados no sistema Gov.br. Inicialmente, o serviço está disponível na versão web. Os aplicativos para celulares Android e iOS devem ser liberados em até 30 dias após o lançamento oficial. A plataforma também será compatível com Smart TVs e dispositivos de transmissão como Google Chromecast e Apple TV.
O catálogo inicial conta com mais de 550 produções audiovisuais brasileiras, incluindo curtas, médias e longas-metragens, séries, telefilmes e documentários produzidos entre 1910 e 2025. Entre os destaques estão obras que representam diferentes períodos e movimentos do cinema nacional, além de títulos premiados em festivais nacionais e internacionais.
Entre os clássicos disponíveis estão “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, considerado um marco do Cinema Novo; “A Hora da Estrela”, adaptação da obra de Clarice Lispector estrelada por Fernanda Montenegro; “Carandiru”, dirigido por Hector Babenco; “Xica da Silva”, de Cacá Diegues; “Olga”, de Jayme Monjardim; e “O Que É Isso, Companheiro?”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
O público também terá acesso a documentários consagrados como “Ilha das Flores”, considerado um dos curtas-metragens mais importantes da história do cinema brasileiro, além de produções musicais como “My Name is Now, Elza Soares”, que retrata a trajetória de uma das maiores artistas do país.
Segundo o Ministério da Cultura, a plataforma foi criada para democratizar o acesso à produção audiovisual brasileira, preservando a memória cultural do país e ampliando a circulação de obras financiadas com recursos públicos. O catálogo reúne conteúdos da Cinemateca Brasileira, Centro Técnico Audiovisual (CTAv), Funarte, Fundação Cultural Palmares e produções apoiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual.
Outro diferencial da Tela Brasil é que o serviço não terá publicidade nem cobrança de assinatura. A plataforma também não utilizará rastreamento comportamental para fins comerciais e seguirá as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A acessibilidade foi outro ponto priorizado no projeto. Mais de 300 obras já contam com recursos como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras. Além disso, a interface foi desenvolvida seguindo padrões internacionais de acessibilidade digital.
Nos próximos meses, o catálogo será ampliado com a integração de mais de 150 títulos da TV Brasil, incluindo programas históricos e conteúdos educativos, culturais e jornalísticos. A expectativa do Governo Federal é transformar a Tela Brasil em uma das principais vitrines da produção audiovisual brasileira, permitindo que milhões de pessoas tenham acesso gratuito a obras que ajudam a contar a história, a diversidade e a identidade cultural do país.














