A mudança na forma de cobrança da Taxa de Serviços Urbanos (TSU) nas contas de água dos moradores em Anápolis começou a gerar reação no Legislativo municipal. Durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (8), o vereador Domingos Paula (PDT) anunciou que pretende protocolar, juntamente com o vereador Rimet Jules (PT), uma representação no Ministério Público de Goiás contra a inclusão do imposto.
Segundo o parlamentar, a iniciativa surge após questionamentos da população sobre a nova sistemática. Até então, a TSU era cobrada anualmente, junto ao carnê do IPTU. Com a alteração no Código Tributário, o tributo passará a ser cobrado mensalmente nas faturas da Saneago para imóveis com ligação ativa de água, a partir de 2026.
“Fui procurado por um cidadão e deixei claro que fui contra essa mudança. Por isso, vamos provocar o Ministério Público para que também cobre explicações do Poder Executivo”, afirmou Domingos Paula na tribuna. Ele também convidou a população a participar da ação, destacando que seu gabinete oferecerá suporte jurídico aos interessados.
A TSU é responsável por custear serviços essenciais como coleta de lixo, varrição e manejo de resíduos sólidos. Com a nova regra, o valor será calculado com base em um Valor Básico de Referência (VBR) fixado em R$ 28,16 mensais por imóvel, podendo variar conforme o tipo de uso e o consumo de água.
Apesar de a prefeitura defender que a mudança busca maior eficiência na arrecadação e regularidade no pagamento, o vereador afirma que há indícios de aumento na cobrança. “Quando as contas começarem a chegar, teremos documentos que comprovam essa majoração”, disse.
A nova forma de cobrança será aplicada à maioria dos imóveis com ligação ativa de água, enquanto casos específicos — como imóveis sem cadastro na Saneago ou com sistemas próprios — continuarão sendo cobrados por meio do Documento Único de Arrecadação Municipal (DUAM).
Além da questão tributária, Domingos Paula também cobrou a administração municipal sobre supostos atrasos de repasses à empresa GAE, responsável por serviços de zeladoria urbana. Segundo ele, os pagamentos não estariam sendo realizados há cerca de 12 meses.
O debate em torno da TSU deve ganhar novos desdobramentos com a possível atuação do Ministério Público, enquanto a população começa a sentir, nos próximos meses, os efeitos práticos da mudança na cobrança.














