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Votação da revogação da Taxa do Lixo é adiada e vereador acusa “manobra da base”

Lucas Vergílio acusa base do prefeito de manobra para evitar a votação


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 01/12/2025 - 11:42

Lucas Vergílio consegue liminar na Justiça para suspender efeitos da Taxa da Saneago - Foto: Millena Cristina / Câmara Municipal
Vereador cobra que a Câmara enfrente a votação: “Não podem se acovardar diante da população” (Foto: Divulgação)

A Comissão de Finanças da Câmara de Goiânia voltou a adiar a análise do projeto que revoga a Taxa de Limpeza Pública (TLP), conhecida como Taxa do Lixo. A reunião desta segunda-feira (1º) não teve quórum para deliberação, fato que levou o vereador Lucas Vergílio (UB), autor da proposta, a acusar vereadores da base do prefeito Sandro Mabel (UB) de manobra para evitar a votação.

“Infelizmente, por manobra dos vereadores da base do prefeito na Comissão de Finanças, não tivemos quórum para deliberar meu projeto que revoga a taxa do lixo. Eles não querem votar. Estão com medo de encarar a sociedade e dizer sua opinião sobre a taxa”, afirmou Vergílio em vídeo nas redes sociais em que cobra mobilização popular.

“Se for rejeitado no voto, faz parte da democracia. Mas deixar de votar, se acovardar diante de uma votação que a população tanto espera, eu não espero isso dos vereadores de Goiânia”, afirma.

A última movimentação da matéria ocorreu em 13 de outubro, quando a comissão aprovou pedido de vistas apresentado pelo próprio Vergílio, após divergência com o líder do prefeito, Wellington Bessa (DC), que defendia pedido de diligência para consultar a Secretaria da Fazenda, o que geraria mais prazo para o Paço.

Vergílio marcou os vereadores Heyler Leão (PP), Thialu Guiotti (Avante), Anselmo Pereira (MDB), Welligton Bessa (DC), Leo José (Solidariedade) e Lucas Kitão (UB), todos da base, questionando “onde estavam que não entraram nem online?”.

Revogação

O projeto, que revoga a TLP aprovada no fim de 2024, já passou em primeira votação no Plenário com 20 votos favoráveis e 12 contrários, mas enfrenta resistência do Paço Municipal.

A taxa rendeu R$ 13,7 milhões em setembro ao município, e o prefeito Sandro Mabel promete vetar a revogação e buscar responsabilizar vereadores caso o veto seja derrubado, argumentando risco de renúncia de receita e exigências do Marco Legal do Saneamento.

Para Vergílio, a alegação não se sustenta e que a cobrança “pesa no bolso do contribuinte, foi criada sem debate popular e não compõe a previsão orçamentária de 2025”. No entanto, no orçamento de 2026 já consta a previsão da receita.

Com o novo adiamento, a análise na Comissão de Finanças segue indefinida. “Vamos lutar até o fim para que o projeto seja votado”, reforçou o vereador.

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https://tribunadoplanalto.com.br/sob-ameaca-de-revogacao-taxa-do-lixo-rende-r-13-milhoes-por-mes-ao-paco/

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