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O que é um ciclone-bomba? Fenômeno pode trazer ventos acima de 100 km/h ao Brasil

Sistema pode ganhar força rapidamente nos próximos dias e provocar tempestades, granizo e rajadas intensas; entenda por que ele recebe esse nome


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 05/08/2026 - 16:30

O que é um ciclone-bomba? Fenômeno pode trazer ventos acima de 100 km/h ao Brasil
(Imagem: Reprodução)

Um fenômeno meteorológico de nome assustador está no radar do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet): o chamado “ciclone-bomba”. O sistema pode se formar nos próximos dias e trazer tempestades, granizo e fortes rajadas de vento para áreas do Sul do Brasil.

Mas, afinal, o que significa o termo?

Apesar do nome, não há qualquer tipo de explosão. “Ciclone-bomba” é a expressão popular utilizada para um processo chamado ciclogênese explosiva ou bombogênese, que ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica ganha intensidade rapidamente em um curto intervalo de tempo.

O Inmet acompanha um sistema que pode apresentar justamente essas características entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico.

A previsão indica uma queda de aproximadamente 26 hectopascais (hPa) na pressão central do ciclone em um período de 24 horas. Ela pode passar de cerca de 967 hPa na sexta-feira (7) para aproximadamente 941 hPa no sábado (8).

O instituto ressalta, porém, que somente a evolução efetivamente observada da pressão atmosférica permitirá confirmar se o fenômeno será classificado como ciclone-bomba.

Quando os efeitos serão sentidos?

O sistema começa a se organizar a partir desta quinta-feira (6), sobre o norte da Argentina e o Paraguai, e deve evoluir para um ciclone extratropical entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul.

Os principais impactos no Brasil estão previstos entre quinta-feira (6) e sábado (8), especialmente nos estados da Região Sul. A combinação do ciclone com uma frente fria cria condições para tempestades severas, raios, granizo e rajadas de vento.

Os ventos mais fortes são esperados sobre o Oceano Atlântico, nas proximidades do centro do ciclone, onde podem ultrapassar 100 km/h. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, especialmente na faixa costeira, as rajadas também podem superar 60 km/h.

E depois do ciclone?

A previsão indica que o sistema alcance seu período de maior intensidade no sábado, com pressão em torno de 940 hPa. Depois disso, deverá seguir em direção ao sudeste do Atlântico Sul e se afastar da costa da América do Sul.

Na retaguarda do ciclone, uma área de alta pressão deve favorecer a entrada de uma massa de ar frio no centro-sul do país. Com isso, as temperaturas devem cair nos dias seguintes. O Inmet aponta que os efeitos do ar frio poderão alcançar também partes das regiões Centro-Oeste e Sudeste.

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Redação Tribuna do Planalto

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