Deputado federal foi anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (5). Ele é alvo de investigação no STF por suspeita de abuso sexual contra adolescente de 13 anos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato a vice-presidente na chapa ao Planalto . A escolha ocorreu no último dia do prazo para as convenções partidárias, após semanas de negociações frustradas com partidos do Centrão, que declararam neutralidade.
Gaspar é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de estupro de vulnerável . A investigação foi solicitada pela Polícia Federal após representação dos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS), que acusam o deputado de ter mantido uma relação não consensual com uma adolescente de 13 anos, que teria resultado em uma gravidez.
Em resposta, Gaspar nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política por sua atuação como relator da CPMI do INSS . Ele realizou, por iniciativa própria, a coleta de material genético para exame de DNA em abril, buscando comprovar sua inocência . O deputado também moveu ação contra os acusadores no STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes . O parlamentar alega que o caso, na verdade, refere-se a seu primo, que teria mantido um relacionamento consensual com uma mulher de 21 anos.
Além da acusação de estupro, Gaspar é investigado por suspeita de irregularidades na destinação de cerca de R$ 6 milhões em “emendas Pix” ao município de São José da Laje (AL), conforme aponta auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O deputado defende que os repasses seguiram a legislação.
A indicação gerou reações imediatas. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou a escolha nas redes sociais . Parlamentares da base governista também mencionaram as acusações . Por outro lado, aliados de Flávio elogiaram a escolha, destacando a atuação de Gaspar na CPMI do INSS.
Denúncias de crimes sexuais contra vulneráveis podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 (Direitos Humanos), que funciona 24 horas. A Polícia Civil e o Conselho Tutelar também recebem denúncias. Em qualquer situação de violência sexual, a orientação é buscar atendimento em serviços de saúde e registrar boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.
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