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Alerta perto de Goiás: caso de raiva canina é registrado após mais de 20 anos

Doença voltou a ser identificada em um cão no Distrito Federal depois de mais de duas décadas; ocorrência reforça importância da vacinação dos pets


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 19/08/2026 - 17:39

Alerta perto de Goiás: caso de raiva canina é registrado após mais de 20 anos

Um caso de raiva canina confirmado no Distrito Federal, vizinho a Goiás, colocou novamente a doença em evidência depois de mais de 20 anos sem registros em cães na região. A ocorrência reforça o alerta para que tutores mantenham a vacinação dos animais em dia e redobrem a atenção diante do contato com animais silvestres.

O caso envolveu uma cadela que vivia na região do Lago Norte, no Distrito Federal. O animal apresentou sinais compatíveis com a doença e morreu. Posteriormente, exames laboratoriais confirmaram a infecção pelo vírus da raiva.

A investigação epidemiológica indica que a transmissão está relacionada ao ciclo silvestre da doença. Na região onde a cadela vivia, foi identificada a presença de morcegos.

O retorno da raiva canina após um período tão longo sem registros chama a atenção justamente porque a ausência de casos não significa que o vírus tenha desaparecido.

Isso ocorre porque a raiva continua circulando entre animais silvestres, que podem eventualmente transmitir o vírus para cães, gatos e até seres humanos.

Outro caso também foi registrado em São Paulo

O Distrito Federal não foi o único local a voltar a registrar a doença. Outro caso mortal de raiva canina foi identificado em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Assim como ocorreu no DF, o município paulista estava havia décadas sem registrar a doença em cães.

As duas ocorrências reforçam a necessidade de atenção à prevenção, principalmente por meio da vacinação.

Por que a raiva preocupa tanto?

A raiva é uma doença viral que atinge mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos, e compromete o sistema nervoso central. A transmissão ocorre principalmente quando a saliva de um animal infectado entra em contato com outra pessoa ou animal, especialmente por mordidas. Arranhões e contato da saliva com feridas ou mucosas também podem representar risco.

Depois que os sintomas aparecem, a doença apresenta elevada letalidade. Por isso, a prevenção e o atendimento rápido após uma possível exposição são fundamentais.

A vacinação de cães e gatos é uma das principais medidas para impedir que o vírus avance entre os animais domésticos.

Também é importante evitar qualquer contato direto com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos, caídos ou apresentando comportamento fora do habitual.

Caso um pet tenha contato com um morcego ou outro animal suspeito, o tutor deve buscar orientação dos serviços de vigilância responsáveis.

Para seres humanos, em caso de mordida, arranhão ou outra possível exposição, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento de saúde para avaliação e definição das medidas de prevenção necessárias.

 

Redação Tribuna do Planalto

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