Uma tempestade solar geomagnética pode atingir a Terra nos próximos dias e provocar alterações em satélites, sistemas de comunicação por rádio e redes elétricas localizadas em regiões de alta latitude. O alerta foi emitido pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA).
A previsão indica uma tempestade de classe G1, considerada menor, nesta quinta-feira (27). Para sexta-feira (28) e sábado (29), o alerta sobe para G2, intensidade classificada como moderada. A escala utilizada pela NOAA varia de G1 a G5, sendo o último nível reservado para eventos extremos.
O fenômeno está relacionado a ejeções de massa coronal que deixaram o Sol em 25 de agosto. Uma delas ocorreu após uma explosão solar de classe M6.9. As partículas lançadas no espaço podem interagir com o campo magnético terrestre e provocar a tempestade geomagnética.
As classificações M6.9 e G2, porém, não representam a mesma coisa. A letra M mede a intensidade da explosão registrada no Sol. Já a escala G indica a força dos efeitos geomagnéticos esperados na Terra.
Em uma tempestade G2, sistemas elétricos instalados em altas latitudes podem registrar alarmes de tensão. Satélites em órbita baixa também podem sofrer aumento do arrasto atmosférico, exigindo eventuais correções de posicionamento. Comunicações por rádio de alta frequência podem apresentar oscilações principalmente nas regiões próximas aos polos.
O fenômeno ainda pode produzir auroras em áreas localizadas mais ao sul do que o habitual. Segundo a escala da NOAA, eventos G2 já permitiram a observação do fenômeno em regiões dos Estados Unidos como Nova York e Idaho. Não há indicação, entretanto, de que as auroras poderão ser vistas no Brasil.
Também não existe previsão de apagões generalizados ou de riscos diretos para a população brasileira. Os efeitos de uma tempestade moderada tendem a ficar concentrados em sistemas tecnológicos e nas áreas de maior latitude.
Erupções solares são parte da atividade magnética do Sol, que segue ciclos de aproximadamente 11 anos. Explosões de classe M são consideradas médias e podem provocar interrupções breves em comunicações por rádio. A NOAA continuará acompanhando o deslocamento das partículas e poderá atualizar a intensidade prevista. O alerta está disponível no Centro de Previsão do Clima Espacial.












