O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforçou as ações preventivas contra o sarampo após a confirmação de casos da doença em municípios do Tocantins, próximos à divisa com o território goiano. Uma nota técnica foi enviada aos 246 municípios do estado com orientações sobre vacinação, isolamento e rastreamento de casos suspeitos.
Segundo a SES, não há registros atuais de sarampo em Goiás. Os últimos casos confirmados ocorreram em 2020. No entanto, o alerta foi emitido devido à notificação de 42 casos no Tocantins. No Brasil, há ocorrências confirmadas no Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, além de investigações em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O documento enviado pela pasta também recomenda que os municípios façam notificações imediatas, realizem coleta de amostras e enviem o material ao Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen). A SES destaca que todos os casos registrados no Tocantins estão relacionados a pessoas não vacinadas, com histórico de contato com viajantes internacionais.
Atualmente, o estado realiza monitoramento intensivo em 17 municípios na faixa de fronteira, sendo oito na divisa com o Tocantins — São Miguel do Araguaia, Novo Planalto, Porangatu, Montividiu do Norte, Minaçu, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Campos Belos — e nove na divisa com o Distrito Federal — Padre Bernardo, Planaltina, Formosa, Cristalina, Cidade Ocidental, Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás.
Romaria do Muquém
A SES também mantém ações de suporte e monitoramento na Romaria de Muquém, em Niquelândia, no Norte de Goiás, que segue até 15 de agosto e deve atrair mais de 500 mil visitantes. O trabalho é coordenado pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs), em parceria com a Vigilância Municipal.
Entre as medidas adotadas estão o envio de medicamentos e insumos, presença da Van da Vacina, reforço assistencial com apoio da Central de Regulação do SAMU 192 Regional e monitoramento diário das unidades de saúde durante o evento. Além das doenças respiratórias comuns neste período, o sarampo é alvo prioritário da vigilância.















