A convenção que consolidou a União Progressista (UPb), federação formada por União Brasil e Progressistas, não sacramentou o desembarque do governo Lula, mas deixou em evidência os acenos ainda que tímidos à pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado à Presidência da República.
Durante o evento em Brasília, Caiado defendeu que o partido assuma posição clara de oposição ao Palácio do Planalto e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de repetir a cartilha do chavismo.
“Nós não podemos mais ficar sendo entrevistados e as pessoas perguntam: ‘Você tem ministro na base do governo? Você é do governo ou você é oposição?’ Partido tem que ter lado. O hibridismo dá certo na agricultura, mas não na política”, afirmou.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto reforçou o discurso e pregou definição. “Essa coragem nos impõe assumir um lado. O momento de hoje do Brasil não abre espaço para a indecisão. Se nós queremos que o nosso lado seja o lado do povo brasileiro, nós temos que ter a consciência de que o nosso lado é o lado contra o PT, é o lado contra o governo que aí está.”
O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, também fez menção indireta ao governador goiano. Ao falar sobre o impacto da federação em 2026, destacou: “Essa nossa união será a melhor saída para o Brasil. Levem essa energia para as ruas. Para as urnas, Caiado, em 2026. Até dezembro, eu e você, meu amigo, vamos dividir essa liderança com transparência e compromisso.”















