A 16ª rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém 54% de aprovação, contra 46% de desaprovação. Embora os índices indiquem estabilidade política, a percepção dos brasileiros sobre economia e emprego segue negativa, reforçada pelo impacto das tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
Ao comparar os dois governos, 38% consideram que Lula está melhor que Jair Bolsonaro, 40% avaliam que é igual e 33% acreditam que é pior.
A percepção de rumo do Brasil segue dividida: 43% acreditam que o país caminha na direção certa, enquanto 57% dizem o contrário. Sobre o desempenho da economia no último ano, 30% veem melhora, 32% afirmam que ficou igual e 38% consideram que piorou.
Mercado de trabalho e preços
O levantamento indica piora no cotidiano:
- 55% afirmam que está mais difícil conseguir emprego do que há um ano;
- 65% percebem aumento no preço dos alimentos no último mês;
- 67% dizem que o poder de compra caiu em comparação a 2024.
Para os próximos 12 meses, 45% esperam melhora da economia, 17% projetam piora e 38% acreditam que ficará no mesmo patamar.
Impacto das tarifas de Trump
O chamado “tarifaço Trump” é amplamente conhecido: 84% dos brasileiros já tinham ouvido falar do anúncio. Para 72%, Trump está errado em impor as taxas, e 79% acreditam que as medidas vão prejudicar sua vida ou de familiares.
Entre os efeitos esperados, 64% projetam alta adicional nos preços dos alimentos. Quanto à reação do Brasil, 67% defendem que o governo negocie com os EUA, enquanto 26% preferem retaliação com medidas equivalentes. Sobre a capacidade de Lula de alcançar um acordo, a população se divide: 48% confiam, contra 45% que duvidam.
Recortes regionais e sociodemográficos
A aprovação do governo é maior no Nordeste (64%) e no Sudeste (64%), seguida por Norte/Centro-Oeste (59%) e Sul (60%). Entre os jovens de 16 a 34 anos e os adultos de 35 a 59 anos, a aprovação é de 52%, caindo para 46% entre os maiores de 60 anos.
Na escolaridade, 62% dos universitários aprovam o governo, frente a 56% dos que têm ensino médio e 57% dos que possuem até o fundamental. Já na renda, a aprovação atinge 61% em todos os estratos.
Na religião, o levantamento aponta maior apoio entre evangélicos (65%) do que entre católicos (52%). Entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação chega a 61%, contra 54% entre os não beneficiários.
Metodologia
Entrevistas face-a-face com 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, de 120 municípios em oito estados (66% do eleitorado). Coleta de 13 a 17/08/2025. Margem de erro nacional: 2 pontos percentuais, 95% de confiança.















