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Pesquisa mostra percepção negativa sobre atuação de Caiado diante de tarifas dos EUA


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 21/08/2025 - 10:36

Caiado Lula
Caiado (Foto: Divulgação)

A pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (20) revela que 31% dos brasileiros avaliam de forma negativa a atuação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), frente às tarifas impostas ao Brasil pelo presidente norte-americano Donald Trump. Apenas 16% consideram que o goiano agiu corretamente, enquanto 53% não souberam ou preferiram não responder. 

Em nota encaminhada ao Jornal O Popular, Caiado destacou justamente o alto índice de desconhecimento. Segundo ele, o resultado pode estar ligado à falta de informação sobre suas ações. O governador citou a criação de fundos estaduais para apoiar setores econômicos atingidos e a abertura de diálogo com autoridades dos Estados Unidos “para mostrar o equívoco da taxação sobre nossos produtos”. Ele afirmou ainda que sua defesa desde o início do impasse foi pela negociação entre Brasil e EUA, posição que coincide com a maioria dos entrevistados (67%).

Crítica a Lula e movimento eleitoral

Caiado tem responsabilizado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela crise com os EUA, alegando que o governo federal se recusa a negociar. A postura também reflete a estratégia política do goiano, que se movimenta para viabilizar sua candidatura ao Planalto em 2026.

Do ponto de vista administrativo, o governo de Goiás anunciou medidas de mitigação, como o Fundo Creditório, voltado a 18 segmentos exportadores. Outras alternativas, como o Fundo de Equalização para o Empreendedor (Fundeq), também foram mencionadas. Já a utilização do Fundo de Estabilização Econômica é vista como improvável, pois depende da caracterização de calamidade.

Cenário nacional e disputas de 2026

O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, afirmou à GloboNews que a pesquisa mostra o Brasil dividido entre lulismo e bolsonarismo. Segundo ele, os governadores de direita enfrentam o dilema de manter vínculo com Jair Bolsonaro (PL) ou tentar dialogar com a fatia de eleitores que rejeita o ex-presidente, mas se identifica com posições conservadoras.

Os números reforçam esse desafio: 55% avaliam mal a atuação de Bolsonaro diante das tarifas de Trump, índice replicado em relação ao deputado Eduardo Bolsonaro. Entre os governadores, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, foi considerado mal avaliado por 35% dos entrevistados. Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, registrou 30%, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, 33%.

Para Nunes, os dados indicam que a direita chega a 2026 fragmentada. “Eles vão permanecer no bolsonarismo para não perder os 13%, que sabemos que são fiéis, leais, e vão votar de maneira coesa, ou vão preferir disputar os 20%, aquela direita não bolsonarista, e correr o risco de perder esse extremo?”, questionou.

 

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