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Prefeitura de Goiânia repassa R$ 8,4 milhões à Fundahc

Montante foi destinado ao pagamento dos salários dos profissionais das maternidades referentes ao mês de agosto


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 28/08/2025 - 10:56

O Instituto Patris, do Mato Grosso, assumirá o Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI), com repasse de R$ 16,7 milhões. (Imagem: Reprodução)

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou nesta quarta-feira (27) o repasse de R$ 8,4 milhões à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), destinado ao pagamento dos salários dos profissionais das maternidades referentes ao mês de agosto.

A prefeitura ressalta o compromisso em priorizar a assistência materno-infantil. “Estamos empenhados em manter os atendimentos às gestantes e bebês que dependem da rede pública. O pagamento realizado hoje demonstra nosso esforço em assegurar que a mudança de gestão ocorra com responsabilidade e transparência”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.

Desde o início de 2025, já foram repassados mais de R$ 123 milhões à Fundahc. A SMS destaca que tem atuado para que nenhum profissional seja prejudicado nesse período de mudanças. A pasta segue em diálogo com a Fundahc e representantes da categoria para viabilizar um acordo que assegure as rescisões trabalhistas e preserve os direitos dos servidores que atuaram nas unidades sob responsabilidade da fundação.

A SMS também reafirma o compromisso de acompanhar de perto a gestão das maternidades, garantindo a qualidade dos atendimentos durante a transição e garantindo seu papel de supervisão e apoio contínuo.

Troca na gestão das maternidades

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) oficializou no dia 19 a saída da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc) da gestão das maternidades públicas da capital. Os convênios serão encerrados no dia 29 de agosto, e a administração das três unidades ficará a cargo de organizações sociais (OSs), contratadas em caráter emergencial.

No mesmo dia, representantes da SMS e da Fundahc se reuniram com as equipes das novas gestoras para iniciar a transição. Até 28 de agosto, estão previstas agendas de alinhamento para garantir continuidade dos atendimentos. O processo tem acompanhamento do Ministério Público de Goiás (MP-GO), do Ministério Público do Trabalho (MPT-GO) e de entidades de classe.

De acordo com a Prefeitura, foram empenhados R$ 38 milhões para contratos de três meses. O Instituto Patris, do Mato Grosso, assumirá o Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI), com repasse de R$ 16,7 milhões. A Sociedade Beneficente São José (SBSJ), de São Paulo, ficará à frente do Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara (HMMCC), com R$ 15,3 milhões. Já a Associação Hospital Beneficente do Brasil (AHBB), também paulista, ficará responsável pela Maternidade Nascer Cidadão (MNC), com contrato de R$ 5,9 milhões. O custo mensal estimado é de R$ 12,6 milhões.

Crise nas maternidades de Goiânia

A mudança ocorre após sucessivas suspensões de atendimentos em 2024, agravadas por atrasos da SMS nos repasses à Fundahc. Em julho, partos normais e cesáreas foram interrompidos no Célia Câmara, e logo depois os serviços nas demais unidades ficaram restritos a casos de urgência.

No fim do mês passado, a Fundahc foi notificada do fim dos convênios. Um relatório da superintendência de Regulação da SMS apontou falhas administrativas, descumprimento de metas e uso irregular de recursos. A UFG, parceira institucional da fundação, reagiu em nota, acusando a Prefeitura de criar uma narrativa falsa para justificar a ruptura.

A universidade cobra uma dívida de R$ 158,5 milhões acumulada desde 2018, sobretudo durante a gestão de Rogério Cruz. O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) contesta o valor e diz que só irá arcar com débitos da atual administração.

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