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SES confirma circulação do vírus da febre amarela em Abadia de Goiás

Outros dois casos suspeitos em macacos estão em investigação em Guapó e Aragoiânia


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 05/09/2025 - 10:30

Para vacinar crianças e adolescentes é obrigatório a apresentação do Cartão de Vacinação para que os profissionais avaliem quais doses estão pendentes
A SES informou ainda que não há casos confirmados em humanos em 2025 e que o último registro de febre amarela em pessoas ocorreu em 2017. (Imagem: Iron Braz)

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou a circulação do vírus da febre amarela em um macaco encontrado morto no município de Abadia de Goiás. A notificação da morte ocorreu em 25 de agosto, e o exame laboratorial confirmou a presença do vírus dias depois. Outros dois casos suspeitos em macacos estão em investigação nas cidades vizinhas de Guapó e Aragoiânia.

Diante do cenário, a SES emitiu um alerta epidemiológico a todos os municípios goianos, reforçando a necessidade de monitoramento, prevenção e vacinação. A Pasta lembra que os macacos não transmitem o vírus aos humanos; eles também são vítimas da doença e funcionam como “sentinelas”, ou seja, ao adoecerem ou morrerem, servem de alerta para a presença do vírus em circulação na região.

A febre amarela é causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes. A doença pode variar de casos leves a formas graves, com alta letalidade. Por isso, a recomendação principal é manter a vacinação em dia.

Em Goiás, a cobertura vacinal contra a febre amarela está em 71,57%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A vacina é aplicada em duas doses para crianças: a primeira aos nove meses de idade e a segunda, de reforço, aos quatro anos. Para pessoas entre 5 e 59 anos que nunca foram vacinadas, basta uma dose única.

A SES informou ainda que não há casos confirmados em humanos em 2025 e que o último registro de febre amarela em pessoas ocorreu em 2017. Entre as medidas recomendadas, estão: intensificar a busca ativa de não vacinados, reforçar a notificação e investigação de casos suspeitos e aumentar a vigilância sobre animais encontrados mortos.

A população deve evitar contato com animais doentes ou mortos e notificar imediatamente as autoridades. O registro pode ser feito por meio do aplicativo SISS-Geo, disponível nas lojas virtuais, ou diretamente nas secretarias municipais de saúde.

Os cuidados individuais também são fundamentais: procurar a vacinação, usar repelentes, evitar áreas de mata em horários de maior atividade dos mosquitos (manhã e fim da tarde) e utilizar roupas que cubram braços e pernas. Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e vômitos, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

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