A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou, nesta semana, a circulação do vírus da febre amarela em primatas. Dois casos foram registrados: um em Abadia de Goiás e outro em Guapó, ambos na região metropolitana de Goiânia. Um terceiro caso, suspeito em Aragoiânia, foi descartado. Outros três ainda estão em investigação — dois em Goiânia e um em Abadia de Goiás.
Segundo a SES-GO, a morte do macaco em Abadia de Goiás foi notificada no dia 25 de agosto e confirmada laboratorialmente na semana passada. O caso de Guapó também teve resultado positivo para o vírus. Em nota, a secretaria reforçou que os macacos não transmitem a febre amarela, sendo igualmente vítimas da doença, assim como os seres humanos.
Situação epidemiológica
Durante todo o ano de 2024, foram analisadas 58 amostras de macacos mortos em Goiás, todas descartadas para febre amarela. Em 2025, até agora, já foram investigadas 30 amostras, com duas confirmações.
O último registro de febre amarela em humanos em Goiás ocorreu em 2017. Até o momento, não há casos ou óbitos confirmados da doença em pessoas em 2025.
Como ocorre a transmissão
A febre amarela é causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes. A doença pode afetar macacos e humanos, apresentando evolução rápida, gravidade variável e alta letalidade em casos graves.
Especialistas reforçam a importância de não atacar ou matar os macacos, já que o adoecimento ou morte desses animais funciona como um alerta precoce sobre a circulação do vírus em determinada região.
Vacinação em Goiás
A principal forma de prevenção contra a febre amarela é a vacina, disponível gratuitamente no SUS. Em Goiás, a cobertura vacinal está em 71,57%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
O esquema vacinal é o seguinte:
- Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
- Adultos de 5 a 59 anos não vacinados: dose única.
Além da vacina, também são medidas de proteção o uso de repelentes, roupas que cubram braços e pernas e evitar áreas de mata sem a devida prevenção.
Medidas da SES-GO
A Secretaria de Saúde emitiu uma nota técnica com recomendações aos municípios, entre elas:
- Reforço no monitoramento de epizootias em primatas;
- Busca ativa para vacinação de não vacinados;
- Aumento da sensibilidade das unidades de saúde para notificação de casos suspeitos em humanos;
- Coleta de amostras para exames laboratoriais específicos.
A população deve ficar atenta a sinais de alerta como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e vômitos. Em caso de sintomas, a orientação é procurar imediatamente atendimento médico.















