Durante discurso na tribuna da Câmara, na sessão ordinária desta segunda-feira (9), o vereador Reamilton do Autismo (Podemos) criticou duramente a declaração de uma diretora de escola municipal de Gurupi (TO), que teria classificado o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como um “transtorno da moda”. A fala gerou repercussão e indignação entre familiares, educadores e representantes da causa.
Segundo o vereador, a declaração desconsidera o esforço de famílias e profissionais que trabalham diariamente para garantir inclusão e atendimento adequado nas escolas. Em sua manifestação, Reamilton destacou que o comentário também ignora a importância de políticas públicas e da capacitação de profissionais da educação para lidar com estudantes com autismo.
“Batalhamos para capacitar profissional de apoio, professor regente, diretor e demais servidores de uma escola, aí vem uma fala como essa. Ela disse que o autismo é uma modinha, que o cordão de girassol é uma modinha. Essa diretora perdeu a oportunidade de ficar calada”, afirmou o parlamentar.
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Reamilton também relatou a experiência pessoal como pai de uma criança com TEA. Segundo ele, o diagnóstico impacta profundamente a rotina das famílias e exige acompanhamento constante, dedicação e apoio da rede de saúde e educação.
“Não é fácil lidar com o autismo dentro de casa. Já passei por processo depressivo, minha esposa também, e as famílias vivem isso diariamente. Um dia está bom, outro ruim. E essa diretora diz que é moda”, declarou.
Para o vereador, a fala da diretora desqualifica anos de mobilização social e política em defesa das pessoas com deficiência, incluindo a aprovação de leis que garantem direitos e ampliam o acesso à inclusão escolar.
Após a repercussão da declaração, a diretora envolvida pediu afastamento do cargo. A Prefeitura de Gurupi informou que abriu uma sindicância para apurar o caso e avaliar as circunstâncias da fala. Enquanto isso, o episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de formação adequada de profissionais da educação para lidar com a diversidade e promover uma escola mais inclusiva.













