A BYD foi incluída na chamada “lista suja” do trabalho escravo, cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego que reúne empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão. A atualização foi divulgada nesta segunda-feira (6).
A empresa, liderada no Brasil pelo Vice-Presidente Sênior Alexandre Baldy, foi responsabilizada pela submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão durante a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia.
A decisão ocorre após fiscalização realizada em 2024 nas obras da fábrica da empresa em Camaçari, onde 224 trabalhadores chineses foram resgatados. Auditores concluíram que havia vínculo direto entre a montadora e os funcionários, rejeitando a alegação de terceirização apresentada pela empresa.
Entre as irregularidades constatadas estão jornadas de trabalho que podiam chegar a até 70 horas semanais, superando o limite legal de 44 horas previsto na legislação brasileira. Também foram identificadas condições degradantes nos alojamentos, como falta de estrutura básica e número insuficiente de banheiros, em um dos locais, havia um sanitário para cada 31 trabalhadores.
A inclusão no cadastro ocorre após processo administrativo concluído, com direito à defesa. A lista é atualizada semestralmente e é utilizada por instituições financeiras e empresas como referência para concessão de crédito e manutenção de contratos.
Com a nova atualização, o cadastro reúne 613 empregadores. Entre os novos nomes também está o cantor Amado Batista, após fiscalizações realizadas em 2024 em Goiás, onde 14 trabalhadores foram resgatados em atividades rurais.















