Os primeiros meses de vida são determinantes para o desenvolvimento de uma criança, e poucas práticas exercem tanto impacto nessa fase quanto a amamentação. É com esse propósito que o Agosto Dourado mobiliza profissionais de saúde, famílias e gestores públicos para ampliar a conscientização sobre os benefícios do leite materno e incentivar a criação de ambientes mais acolhedores para quem amamenta.
A campanha Agosto Dourado deste ano, promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), adota o tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, reforçando que o aleitamento materno depende de uma rede de apoio capaz de orientar, acolher e garantir segurança às mães desde a gestação até os primeiros anos da criança.
As ações têm início com a Semana Mundial de Aleitamento Materno, celebrada na primeira semana de agosto, período dedicado à promoção de atividades educativas e à atualização de profissionais que atuam na assistência materno-infantil.
Mais do que uma fonte de alimentação, o leite materno é considerado um dos principais aliados da saúde infantil. Rico em nutrientes e anticorpos, ele fortalece o sistema imunológico, protege contra infecções, reduz o risco de doenças crônicas e acompanha as necessidades do bebê em cada etapa do crescimento, ajustando naturalmente sua composição.
As recomendações do Ministério da Saúde permanecem as mesmas: o bebê deve receber exclusivamente leite materno até os seis meses de idade. Depois desse período, outros alimentos podem ser introduzidos, mas a amamentação deve continuar até os dois anos ou mais.
Os benefícios também se estendem à saúde da mulher. Amamentar contribui para a recuperação no pós-parto, diminui o risco de câncer de mama e de ovário e fortalece o vínculo entre mãe e filho. Além disso, por ser um alimento natural, não exige embalagens, transporte ou processos industriais, tornando-se uma alternativa sustentável.
Segundo a coordenadora de Saúde Materno Infantil da SES, Maíra Wolney Costa Mathews, a amamentação não deve ser vista como uma responsabilidade exclusiva da mãe.
“Para que esse processo aconteça de forma tranquila, é indispensável que a mulher encontre apoio em casa, nos serviços de saúde e também no ambiente de trabalho. Quando essa rede funciona, aumentam as chances de uma amamentação bem-sucedida e de um desenvolvimento mais saudável para a criança”, afirma.
A Secretaria de Estado da Saúde destaca que esse suporte é oferecido por iniciativas como os Bancos de Leite Humano, Hospitais Amigos da Criança, unidades participantes da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, grupos de apoio à amamentação, creches parceiras e salas de apoio instaladas em empresas e instituições públicas.
Ao colocar a amamentação no centro das discussões sobre saúde pública, o Agosto Dourado reforça uma mensagem que ultrapassa o universo materno-infantil: investir no aleitamento materno significa promover qualidade de vida, reduzir doenças e construir um futuro mais saudável desde o nascimento.












