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Após encontro com Flávio Bolsonaro, Caiado confirma chapa governista sem o PL em Goiás

Com Wilder Morais (PL) na disputa pelo governo, Caiado confirmou que seguirá com projeto próprio


Por Redação em 26/02/2026 - 08:45

Avanços de Goiás podem ruir “em um minuto” nas mãos erradas, alerta Caiado
Caiado disse que cada presidenciável fará sua própria “marcha” (Foto: Divulgação)

Após reunião com o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizada na noite de quarta-feira (25), em Brasília, o governador Ronaldo Caiado (PSD) selou o distanciamento político entre o governo estadual e o partido nas eleições de 2026. Segundo ele, não haverá composição conjunta, o que reflete na estratégia para disputa ao Senado pela chapa governista.

“Ele marcha com a chapa dele e eu com a minha”, afirmou o governador ao Jornal Opção, sobre a empreitada eleitoral de ambos ao Palácio do Planalto. Além do projeto nacional, o governador ainda apostava em uma composição no estado, mesmo após lançamento da pré-candidatura de Wilder Morais e Ana Paula Rezende pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O encontro confirmou que o PL terá candidatura própria ao governo de Goiás, com o senador Wilder Morais como principal nome da legenda no Estado. A decisão encerra as especulações sobre eventual apoio ao projeto liderado pelo vice-governador Daniel Vilela.

A definição consolida a formação de uma chapa governista sem o PL e reforça a fragmentação do campo político goiano, com palanques distintos na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Na véspera, a Tribuna do Planalto já havia informado que Caiado buscaria diálogo com Flávio Bolsonaro sobre a composição partidária em Goiás.

Em encontro do PL em Brasília, nesta quarta, que reuniu a bancada federal e lideranças do partido nos estados, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, confirmou o apoio da legenda ao projeto de Wilder Morais. Ao lado de Flávio Bolsonaro, Valdemar teria se referido a Wilder como o  “futuro governador de Goiás”.

Senado

Nos bastidores da base caiadista, ganha força a estratégia de estimular candidaturas avulsas ao Senado como forma de acomodar diferentes projetos políticos sem impor uma composição única. A alternativa permitiria manter nomes competitivos na disputa, como Zacharias Calil e Vanderlan Cardoso, ao mesmo tempo em que preserva a unidade do grupo no apoio ao candidato ao governo.

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