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ARTIGO | O que esperar do Bitcoin em 2022?

Por Redação - 13/02/2022

Caio Santos é CEO e sócio fundador da Yappi, um aplicativo que automatiza trades de criptomoedas. Há mais de 5 anos nesse mercado, o empreendedor está por trás das estratégias de trade da empresa e comanda o desenvolvimento da Yappi como um todo. Foto: Divulgação

Em novembro de 2021, o bitcoin atingia sua máxima histórica, sendo negociado ao preço de aproximadamente U$69 mil. Esse foi um marco importante para a criptomoeda, o que poderia indicar um 2022 cheio de expectativa para os investidores. 

No entanto, desde então a moeda caminha em um ciclo de queda – com momentos de lateralidade – o que voltou a trazer uma pulga atrás da orelha de quem deseja mergulhar nesse mercado. 

Afinal, vale a pena investir em bitcoin em 2022?

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que ninguém tem essa resposta, já que é impossível prever as movimentações do mercado. No entanto, quero trazer alguns pontos que me deixam esperançoso para mais um ano de valorização da moeda. 

Em 2021, o bitcoin apresentou uma alta de aproximadamente 70% em seu preço. Trata-se de um número impressionante quando comparamos a praticamente qualquer outro investimento. No entanto, ao lado de outras criptomoedas, o crescimento não é tão relevante (Ethereum, por exemplo, cresceu 400%). Mas isso ainda joga a favor do bitcoin: é um sinal claro de que o mercado já está mais maduro e consolidado. 

Ainda veremos muitas criptomoedas explodirem e multiplicarem seus valores de mercado. Mas não há dúvidas que o bitcoin é a moeda digital mais sólida que temos atualmente. Assim, todas as tecnologias relacionadas a blockchain que surgirem ou crescerem em 2022, naturalmente farão o BTC se consolidar ainda mais. 

Em 2021, vimos a grande adoção da NFT, considerada inclusive a “palavra do ano” pelo dicionário Collins. Também crescem em ritmo acelerado as DeFi, aplicações baseadas em contratos inteligentes e blockchain, gerando serviços inovadores. 

Tivemos também no ano passado a adoção do bitcoin como moeda oficial de El Salvador, primeiro país a fazer esse movimento. Ainda que a decisão tenha gerado protestos e controvérsias, é um indicativo forte de que a moeda tem caminho para mais crescimento, adoção do público geral e consolidação.

Percebe-se também uma adoção cada vez maior do bitcoin por investidores institucionais. O valor de cada operação com a moeda tem subido, o que indica a maior presença de empresas e grandes investidores, que são pilares importantes para o mercado se desenvolver.

É muito importante lembrar que estamos avaliando um ativo extremamente volátil, por isso a análise de curto prazo pode ser bem perigosa (ainda que seja factível, por meio de padrões gráficos). Assim, é mais difícil falar de preços, já que não seria nenhum absurdo o cenário mudar drasticamente entre o momento que eu escrevo e a hora em você está lendo.

Mas quando olhamos um cenário um pouco mais longo, já me sinto mais seguro para alguns palpites. Acredito que depois desse movimento recente de baixa, o preço deve voltar a subir e atingir novamente os U$60 mil. Minha aposta é um salto no preço médio do ativo. Se em 2021 vimos o preço geralmente variando entre U$40 mil e U$50 mil, acredito que teremos uma elevação dessa média para 2022, principalmente no segundo semestre.

Se você quer investir nesse mercado em 2022, ao invés de confiar cegamente nas minhas apostas, eu te encorajo a estudar bastante sobre a tecnologia. Entenda como funciona o bitcoin, quais são seus fundamentos e os principais fatores que fazem seu preço subir ou descer. 

A partir daí, crie uma estratégia, avalie riscos e diversifique seus investimentos. Estando mais consciente de onde você está pisando, as chances são boas de você não se decepcionar!

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