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Aurora Eadi anuncia início das operações do Porto Seco de Anápolis após confirmar obtenção de alvará da Prefeitura

Empresa afirma que começará atividades nos próximos dias e enviará documentação à Receita Federal para regularização definitiva do alfandegamento


Por Carlos Nathan Sampaio em 15/05/2026 - 18:19

Aurora Eadi anuncia início das operações do Porto Seco de Anápolis após confirmar obtenção de alvará da Prefeitura
(Imagem: Reprodução/Instagram)

A Aurora Eadi anunciou nesta sexta-feira (15) o início das operações do Porto Seco de Anápolis após obter da Prefeitura o alvará de funcionamento que aguardava há meses. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a empresa afirmou que a autorização municipal marca o começo de “um novo tempo” para o empreendimento e informou que as atividades devem começar nos próximos dias.

Segundo a empresa, o documento obtido é um Alvará de Funcionamento Condicionado, concedido no último dia 11 de maio e com validade de 12 meses. A autorização era considerada uma das principais pendências para que a Aurora avançasse no processo de regularização junto à Receita Federal.

No vídeo, a CEO da empresa, Paola Di Gregorio, também anunciou o início da análise de currículos para contratação de funcionários e destacou a conclusão das obras de acesso viário na região do porto seco. De acordo com a companhia, as intervenções tiveram anuência da Goinfra e da Ferrovia Centro-Atlântica.

A obtenção do alvará representa um avanço em uma disputa administrativa e judicial que se arrasta desde 2018, quando a Aurora venceu a licitação da Receita Federal para assumir a operação alfandegada em Anápolis. Desde então, o processo foi marcado por questionamentos judiciais, embates com a atual operadora do porto seco, a Porto Seco Centro-Oeste (PSCO), além de impasses relacionados à regularização da obra e à emissão das licenças necessárias para funcionamento.

Em 2025, a empresa intensificou as críticas à Prefeitura de Anápolis e ao governo estadual. Em coletiva realizada em abril do ano passado, representantes da Aurora acusaram a administração municipal de atrasar sem justificativa a emissão do alvará de funcionamento e alegaram perseguição institucional e favorecimento à empresa concorrente.

Na ocasião, Paola Di Gregorio afirmou que a companhia já havia cumprido todas as exigências legais necessárias para operar. “Queremos data, justiça e dignidade. Não somos menos que ninguém”, declarou durante entrevista coletiva.

A Prefeitura, por outro lado, sustentava que ainda existiam pendências técnicas relacionadas ao empreendimento, incluindo questões ambientais, urbanísticas e de infraestrutura viária. O caso também foi alvo de investigações envolvendo suposto conflito de interesses na tramitação administrativa do processo.

Em 2024, a Receita Federal chegou a arquivar o processo administrativo de alfandegamento da Aurora após a empresa não conseguir comprovar o direito de uso do imóvel e apresentar o alvará de funcionamento exigido. Agora, com o documento municipal em mãos, a empresa informou que irá encaminhá-lo à Receita para buscar a regularização definitiva do alfandegamento.

Apesar do avanço, a disputa em torno do Porto Seco de Anápolis ainda pode continuar na Justiça. A Porto Seco Centro-Oeste, atual detentora da operação alfandegada, ainda pode recorrer judicialmente para tentar reverter a situação.

O Porto Seco de Anápolis é considerado estratégico para a logística do Centro-Oeste, especialmente por sua ligação com a Plataforma Multimodal e com o setor industrial da região. A Aurora afirma que o empreendimento poderá gerar empregos e ampliar a competitividade logística no estado.

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