Quem acompanhou o Bitcoin nos últimos dias viu uma mudança brusca de cenário. Depois de passar pela faixa dos US$ 64 mil e enfrentar um período de pouca volatilidade, a maior criptomoeda do mundo disparou nesta quarta-feira (19) e chegou perto dos US$ 69 mil.
Por volta do fim da tarde, o Bitcoin era negociado a US$ 68.619, segundo dados da CoinGecko citados pelo InfoMoney. A valorização chegava a 5,8% em 24 horas e a 8,1% no acumulado de sete dias.
Com o avanço, a criptomoeda atingiu o maior nível desde o início de junho.
Mas o que fez o Bitcoin subir tanto?
Um dos principais gatilhos veio dos Estados Unidos. O Tesouro americano anunciou que vai pelo menos dobrar o tamanho das operações de recompra de títulos públicos de longo prazo.
O limite por operação para determinados títulos com vencimentos entre 10 e 30 anos passará de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões. A nova regra começa a valer em 9 de setembro e está prevista inicialmente até 4 de novembro. A decisão mexeu imediatamente com o mercado financeiro.
O rendimento do título do Tesouro americano de 30 anos, que havia chegado a 5,34% na terça-feira, caiu para 5,192% nesta quarta. Já o rendimento dos papéis de dez anos recuou para 4,649%.
Quando os rendimentos desses títulos diminuem, ativos que não oferecem juros, entre eles Bitcoin e ouro, podem se tornar relativamente mais atraentes para investidores.
Outro combustível para a disparada
Dados da CoinGlass citados pela CoinDesk apontam que aproximadamente US$ 1,3 bilhão em posições do mercado de criptomoedas foram liquidadas em apenas uma hora, sendo mais da metade em pares de Bitcoin.
Boa parte dessas posições apostava justamente na queda dos preços. Quando o Bitcoin começou a subir, investidores tiveram de recomprar os ativos para encerrar as operações, aumentando ainda mais a pressão compradora. É o chamado short squeeze.
A onda positiva atingiu outras criptomoedas. O Ethereum avançava 9%, para US$ 2.090; a Solana subia 6,5%; e o XRP registrava valorização de 6,9%.
Mesmo com a arrancada, o Bitcoin continua distante de seu recorde histórico. O ativo ainda está aproximadamente 46% abaixo dos US$ 126.080 registrados em outubro de 2025.
Agora, o mercado acompanha se a criptomoeda conseguirá sustentar os novos níveis de preço e se a queda dos rendimentos dos títulos americanos continuará dando força aos ativos de maior risco.
Leia mais:
Oportunidade de emprego em Goiânia: Prezunic e Bretas oferem 300 vagas













