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Brasil encara Noruega para derrubar tabu histórico na Copa

Seleção nunca venceu os noruegueses e tenta voltar a bater europeus em mata-mata de Mundial depois de 24 anos


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 05/07/2026 - 10:40

O Brasil entra em campo neste domingo (5), às 17h, contra a Noruega, em Nova Jersey, com mais do que uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo em jogo. A seleção tenta derrubar dois incômodos: vencer os noruegueses pela primeira vez na história e voltar a superar um europeu em mata-mata de Mundial pela primeira vez desde 2002.

A Noruega é a única seleção já enfrentada pelo Brasil que nunca perdeu para a Amarelinha. Em quatro jogos, foram duas vitórias norueguesas e dois empates. O retrospecto inclui um tropeço em Copa do Mundo, em 1998, quando o time comandado por Zagallo perdeu por 2 a 1 na fase de grupos, em Marselha.

O primeiro encontro ocorreu em 1988, em Oslo, e terminou empatado por 1 a 1. A Noruega saiu na frente com Jan Age Fjortoft, e Edmar, que depois seria medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, igualou para o Brasil.

Naquele time brasileiro estavam Taffarel, Jorginho e Romário, nomes que seriam campeões mundiais em 1994. Do outro lado, a Noruega tinha personagens ligados à geração atual, como o goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt, e Goran Sorloth, pai do atacante Alexander Sorloth.

O segundo duelo veio em 1997, novamente em Oslo. O Brasil vivia uma invencibilidade de 42 meses, iniciada antes do tetra, mas caiu por 4 a 2. Mesmo com Ronaldo e Romário no ataque, a equipe de Zagallo foi dominada por uma Noruega que marcou com Petter Rudi, Egil Ostenstad e Tore André Flo, autor de dois gols.

Aquela partida também deixou pontes com o time atual. Alf-Inge Haaland, pai de Erling Haaland, estava em campo. Stale Solbakken, hoje técnico da seleção norueguesa, também fazia parte daquela geração.

O terceiro capítulo veio na Copa de 1998. O Brasil saiu na frente com Bebeto, mas levou a virada. Flo empatou, e Kjetil Rekdal, de pênalti, decretou o 2 a 1. O resultado não impediu a classificação brasileira, mas consolidou o incômodo retrospecto contra os escandinavos.

O confronto mais recente foi em 2006, em Oslo, na estreia de Dunga como técnico da seleção. A Noruega abriu o placar com Morten Pedersen, e Daniel Carvalho garantiu o empate por 1 a 1.

Na véspera do novo duelo, o lateral Douglas Santos admitiu que o tabu pode funcionar como combustível para o elenco brasileiro. “Acho que isso pode servir como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória”, disse.

Jejum contra europeus

A partida também carrega outro peso para o Brasil. Desde a final da Copa de 2002, quando venceu a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo, a seleção não derrota um adversário europeu em confronto eliminatório de Mundial.

A sequência negativa começou em 2006, nas quartas de final, contra a França. O Brasil buscava revanche pela derrota na decisão de 1998, mas parou novamente em Zinedine Zidane. Thierry Henry marcou o gol da vitória francesa por 1 a 0, em Frankfurt.

Em 2010, na África do Sul, a eliminação veio diante da Holanda. Robinho abriu o placar no melhor primeiro tempo brasileiro naquela Copa. Na etapa final, Felipe Melo foi expulso, Wesley Sneijder decidiu, e os holandeses venceram por 2 a 1.

Quatro anos depois, veio a derrota mais dura. No Mineirão, a Alemanha aplicou 7 a 1 no Brasil, em uma semifinal que entrou para a história como a maior ferida recente da seleção em Copas.

Em 2018, na Rússia, a queda foi para a Bélgica, nas quartas. Fernandinho marcou contra, Kevin De Bruyne ampliou em chute de fora da área, e Renato Augusto descontou. O Brasil perdeu por 2 a 1.

No Catar, em 2022, nova frustração nas quartas. Neymar colocou o Brasil à frente da Croácia na prorrogação, mas Bruno Petkovic empatou a quatro minutos do fim. Nos pênaltis, os croatas venceram por 4 a 2, com Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.

O atacante Matheus Cunha disse que o grupo conversa sobre as quedas recentes, mas não trata o problema apenas como uma questão geográfica. “É muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história”, afirmou.

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