Na segunda reunião, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Limpa Gyn reagiu às declarações do diretor executivo do consórcio, Renan Andrade, que classificou a investigação como “desnecessária”, e aprovou nesta terça-feira (9) uma série de requerimentos para levantar dados sobre o contrato de limpeza urbana em Goiânia. Os vereadores deram prazo de cinco dias úteis para o envio das informações e avisaram que, em caso de descumprimento, a empresa poderá ser convocada a prestar esclarecimentos formais no Legislativo.
O colegiado decidiu requisitar uma série de informações que vão desde a constituição e a estrutura financeira do consórcio até o fluxograma de trabalho, cronogramas de serviço e índices de produtividade. A ideia é construir um panorama detalhado do contrato e da execução da limpeza urbana na capital.
Foram solicitados documentos à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Controladoria-Geral do Município, Agência de Regulação de Goiânia (ARG) e ao Consórcio Limpa Gyn foram pedidos documentos da constituição do consórcio, seus contratos, aditivos, relatórios de fiscalização e o acompanhamento do aterro sanitário.
Rito da CEI
O presidente da comissão, vereador Welton Lemos (SD), destacou que a análise documental será o primeiro passo antes das oitivas. “Se houver negativa ou bloqueio, a CEI tem poder de convocar e exigir os dados”, alertou o presidente. Segundo ele, a imprensa e a população terão acesso às informações.
Relator da comissão, o vereador William Veloso (PL) explicou a metodologia dos trabalhos. “Nosso foco inicial é conhecer toda a parte burocrática e financeira da empresa, como uma ressonância magnética do contrato. Só depois disso passaremos às convocações e visitas in loco, caso necessário. É uma forma de trabalhar com técnica e transparência, criando base para os próximos passos.”
Clima político
Entrevistas concedidas pelo diretor executivo do consórcio Limpa Gyn, Renan Andrade, provocaram forte reação na Câmara Municipal de Goiânia e elevou a temperatura política em torno da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura a gestão do contrato de limpeza urbana. Andrade classificou o processo como “desnecessário”, declaração que foi recebida como afronta por parlamentares.
À Tribuna do Planalto na última semana, Renan afirmou que atende vereadores que requisitam informações à empresa e que os ofícios recebidos foram tratados adequadamente pelo Consórcio. Ele também rejeitou que a investigação atrapalhe a renovação do contrato, que vence no início de 2026.
“Não cabe a um prestador de serviço da iniciativa privada dizer o que é desnecessário ou não nesta Casa. A empresa não pode usar espaço em jornal para desqualificar nosso trabalho. Se quiser prestar esclarecimentos, que venha aqui, onde é o lugar de responder à Câmara”, abordou Aava.
O clima de indignação foi compartilhado por outros membros da comissão, que sinalizaram a intenção de convocar formalmente Renan Andrade para depor.
Nos bastidores, a fala do executivo foi vista como tentativa de desgastar a CEI e reforçou a unidade do grupo em torno da apuração.
Na sessão plenária desta terça-feira (9), o ex-líder do prefeito Sandro Mabel (UB), vereador Igor Franco, rebateu falas do prefeito sobre ele e disse que existe uma “teta gorda” na Limpa Gyn.













