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CRCGO repudia falas de Sandro Mabel sobre cobranças de contadores em Goiânia

Conselho afirma que declarações são graves e desrespeitosas com a categoria


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 13/02/2026 - 07:58

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Prefeito classificou como abusiva a cobrança de até R$ 40 por nota fiscal e disse que contribuintes não deveriam pagar pelo serviço (Foto: Divulgação)

O Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO) divulgou nota de repúdio às declarações do prefeito Sandro Mabel (UB) sobre a atuação de escritórios contábeis na emissão de notas fiscais no novo padrão nacional. As falas foram feitas durante entrevista à Rádio Terra FM, na manhã de quarta-feira (12), e geraram reação imediata da entidade representativa da categoria.

Durante a entrevista, Mabel criticou duramente os valores que estariam sendo cobrados por escritórios de contabilidade. Segundo o prefeito, alguns profissionais estariam cobrando cerca de R$ 40 por nota emitida, valor que ele classificou como abusivo. “Um escritório de contabilidade paga uma licença e vai emitir nota fiscal para mil empresas. Então sairia a 0,004 centavos. Mas ele está te cobrando 40 reais”, afirmou.

O prefeito argumentou que não deveria haver custo para o contribuinte nesse processo, alegando que o sistema é nacional e de fácil acesso. “Não tem custo isso daí. É um programa que não é na prefeitura. Você entra e baixa o programa. Não paga para nós, não paga guia para a prefeitura. Você paga para o programa”, disse, acrescentando que a administração municipal busca “esclarecer os conceitos” para evitar o que chamou de prática de “assalto”.

Reação

Em resposta, o CRCGO classificou as declarações como “graves, desrespeitosas e injustas” com milhares de profissionais da contabilidade que atuam de forma ética, técnica e dentro da legalidade. A entidade ressaltou que contadores são parceiros estratégicos dos empresários, contribuindo para a conformidade fiscal, a organização financeira e o cumprimento das constantes atualizações normativas impostas pelos entes públicos.

O Conselho destacou ainda que a padronização nacional da nota fiscal é uma medida estabelecida por órgãos governamentais e que os profissionais da contabilidade exercem papel legal de orientação e operacionalização das obrigações acessórias exigidas pelo poder público. Para a entidade, atribuir práticas abusivas à categoria desconsidera a complexidade da atividade contábil e sua relevância para a regularidade e sustentabilidade das empresas.

O CRCGO também reforçou que, havendo indícios de irregularidade ou cobrança indevida, cabe denúncia formal para que o Conselho possa apurar os fatos no exercício de sua função fiscalizadora e disciplinar. Ao final, a entidade reafirmou compromisso com a valorização da classe contábil e defendeu o respeito institucional e o diálogo. “Respeito à Contabilidade é respeito às empresas e à sociedade”, conclui a nota.

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