O Brasil de norte a sul pede a presença de Endrick no ataque da seleção brasileira, mas Carlo Ancelotti, o técnico italiano que comanda a seleção na Copa não quer. Não quer e não explica porque. Indagado pela imprensa sobre a ausência do craque no empate contra o Marrocos, Ancelotti preferiu não responder, alegando que não fala individualmente de jogadores. Deveria falar. Endrick é o melhor atacante da seleção brasileira e não está jogando. O Brasil quer saber o motivo.
Como não explica os motivos da ausência de Endrick no time titular do Brasil, nem porque não entrou no segundo tempo do empate contra o Marrocos, os analistas buscam suas próprias interpretações. Uma delas, pode ser a preferência do treinador por maior disciplina tática e rigor defensivo. O técnico italiano considera o atacante um centroavante de área, que tem dificuldades em cumprir ordens de marcação e pressão, além de tentar improvisos que fogem ao esquema adotado na seleção. Ancelotti entende que Endrick tem características exclusivas de um centroavante de área e nessa posição, enfrenta a concorrência de outros jogadores de melhor qualidade.
O técnico da seleção brasileira entende que Endrick está, na hierarquia, atrás de jogadores como Igor Thiago e Matheus Cunha, visto por ele como mais disciplinados para o modelo de jogo adotado para a seleção canarinho. Só que no Brasil, ninguém pensa como ele, por aqui é unânime a preferência por Endrick no comando de ataque da seleção. Os críticos argumentam que limitar a liberdade de um atacante jovem, cheio de vontade e vigor físico, cobrando dele uma postura defensiva rígida, pode anular suas principais virtudes como o drible e a finalização. A teimosia de Carlo Ancelotti, nos leva a recordar a maior seleção de todos os tempos em 1970. Zagalo inovou ao escalar todos os craques, teoricamente da mesma posição, e deixá-los jogar de acordo com suas próprias características. Resultado: o inesquecível tricampeonato mundial.
Escale Endrick, Ancelotti, e deixo-o jogar, aproveite suas qualidades e sejamos felizes.
EM BUSCA DE UM TÉCNICO
Adson Batista, presidente do Atlético, continua no mercado em busca de um treinador que possa levar o Dragão a uma reação e que seja capaz de fazer o grupo voltar a jogar um futebol que o leve à primeira divisão do futebol brasileiro. Enquanto não encontra esse profissional, os auxiliares Renan Brito e Luciano Deitos, que dirigiram a equipe na Copa Verde, devem comandar o time atleticano na noite da próxima quinta-feira contra o Sport, na Ilha do Retiro, em Recife. O presidente do Atlético Goianiense voltou dos Estados Unidos, onde foi assistir a estreia do Brasil na Copa do Mundo, procura no mercado um nome capaz de preencher as caractrísticas que ele entende sejam necessárias para levar o Atlético à série A. Adson acha pouco provável que esse técnico chegue em tempo de dirigir a equipe em Recife contra o Sport. Ele aponta que são poucas as opções no mercado.
Os nomes disponíveis não se enquadram ao perfil do clube e do dirigente, que gosta de apostar em profissionais que sejam novidades no mercado e que tenham ideias compatíveis ao que se pratica no futebol moderno. “Não podemos errar, o futuro técnico terá que chegar e buscar melhorar a posição do Dragão na tabela de classificação, se aproximar dos primeiros colocados e ajustar a equipe para brigar por uma das vagas nas primeiras colocações da competição”, disse Adson Batista.
Alberto Valentim e Mozart estão disponíveis no mercado. Nomes como Roger Silva e Gilmar Dal Pozzo também estão desempregados. Dal Pozzo levou a Chapecoense à elite do futebol brasileiro na série B de 2025. Outro nome que é ventilado como possível técnico do Atlético é o português Antônio Oliveira, sem clube no momento. Enquanto isso, o auxiliar Renam Brito dirige os treinos preparando o grupo que vai enfrentar o Sport em recife no próximo domingo. Para esse compromisso, o Atlético não poderá contar com o goleiro Paulo Vitor e o artilheiro Gustavo Coutinho, suspensos.

A VOLTA DE HALERRANDRIO
O atacante, de 19 anos, retornou ao Goiás depois de um período emprestado ao Palmeiras e deve ser mantido no elenco de profissionais, pelo menos nos próximos jogos do Goiás. Com poucas opções para o ataque e sem recursos para fazer contratações, Daniel Paulista pretende aproveitar o atleta e observar seu desempenho para definir seu futuro no clube esmeraldino. Halerrandrio ainda tem idade para atuar no Sub-20, será avaliado e continuará sendo relacionado pelo treinador, com chances de atuar pela equipe profissional na série B. Trata-se deum jogador que pode alternar entre o Sub-20 e aequipe principal. É o caso de jogadores como o lateral esquerdo Danilo, o zagueiro Murilo Câmara, o meia Hygor Souza e o volante João Assis. Halerrandrio seguirá treinando entre os profissionais, mas poderá ser aproveitado no Sub-20, em caso de necessidade.

CURTAS
* O Vila Nova anunciou a contratação de dois reforços para a sequência da temporada. O atacante Caíque Jesus, de 25 anos, que estava no Primavera-MT, e o zagueiro Breno Bora, de 24 anos, que disputou o campeonato paranaense da segunda divisão pelo Paranavaí. São reforços ou apostas?
* O atacante Bruno Sávio está de saída do Goiás. O jogador não deu liga no time esmeraldino, disputou 19 partidas e marcou apenas um gol e uma assistência. No jogo em que o Goiás foi goleado pelo Novorizontino na Serrinha, o atleta foi muito vaiado pela torcida.
* Que tropeço da Espanha em sua estreia na Copa do Mundo… Empatou em 0 a 0 contra Cabo Verde, inexpressiva seleção que participa pela primeira vez dessa competição. O goleiro Vozinha, de 40 anos, foi o melhor em campo.
* Jogadores, comissão técnica e o povo de Cabo Verde comemoraram o resultado como sendo a maior conquista esportiva do País em toda sua história. De fato, um grande reultado, já que a Espanha é uma das favoritas ao título mundial.
* O Uruguai também decepcionou sua torcida. Buscou um empate contra a Arabia Saudita em 1 a 1, na estreia das duas seleções na Copa do Mundo. A surpresa da rodada foi o empate em 2 a 2 entre Nova Zelândia e Irã, jogo movimentado e de boa qualidade técnica.
* Um fato curioso tem camado a atenção de todas nessa Copa do Mundo. As chuteiras cor de rosa que prevalecem em praticamente todas as seleções. Os principais fornecedores lançaram coleções especiais para o torneio com essa tonalidade vibrante.
* O rosa choque destaca-se fortemente no gramado verde, garantindo visibilidade máxima aos atletas, assim como para os espectadores, especialmente quem assiste a Copa pela TV.
* Embora a cor tenha dominado os pés dos craques de várias seleções, algumas estrelas mantiveram modelos exclusivos, como as chuteiras douradas de Cristiano Ronaldo e as brancas com detalhes dourados de Leonel Messi.
* Será que a cor da chuteira ajuda a melhorar o desempenho de um atleta em campo? Antigamente, prevalecia a velha e eficiente chuteira preta de marca Gaeta, usada pelos maiores craques da história do futebol mundial.













