O novo boletim do InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (31) pela Fiocruz, aponta que Goiás está entre os 20 estados brasileiros com níveis de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), embora sem tendência de crescimento nas últimas semanas. O levantamento se refere à Semana Epidemiológica 30, de 20 a 26 de julho de 2025.
O monitoramento mostra que, apesar da queda nos casos em âmbito nacional, o número de internações por SRAG em crianças e idosos segue elevado em diversos estados, incluindo Goiás. A situação é considerada estável, mas com necessidade de atenção pelas autoridades de saúde.
Em estados como Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, o boletim aponta crescimento dos casos de SRAG em crianças de até dois anos, principalmente associados ao vírus sincicial respiratório (VSR). Em Goiás, embora os números não apresentem tendência de alta, os registros permanecem em nível de alerta, exigindo monitoramento contínuo.
Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, mesmo com a redução geral, é importante manter a vigilância: “Ainda temos um número elevado de casos graves em crianças e idosos. Por isso, reforçamos a importância da vacinação contra a Covid-19 e a influenza, que são as principais formas de prevenção contra formas graves da SRAG”, afirma.
Estados em alerta
Além de Goiás, outras 19 unidades da federação também apresentam níveis preocupantes de SRAG, segundo dados da Fiocruz, como Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Bahia e o Distrito Federal. Entretanto, somente Amazonas e Rio Grande do Norte apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo — ou seja, um aumento contínuo ao longo das últimas seis semanas.
No Pará, também foi registrado um crescimento de SRAG entre idosos, mas ainda sem confirmação do vírus responsável, devido à ausência de resultados laboratoriais atualizados.
Covid-19
Os casos graves de Covid-19 permanecem em baixa na maior parte do Brasil. Apenas o estado do Ceará apresentou sinais de aumento de SRAG relacionados ao vírus. Entre os vírus detectados nas quatro semanas mais recentes, o VSR aparece como o mais frequente (47,7%), seguido de rinovírus (31%) e influenza A (17,4%). Nos casos de óbitos, o predomínio é de influenza A (57,6%), seguido por VSR (17,7%) e rinovírus (15,3%).
Desde o início de 2025, o Brasil já contabilizou 145.517 casos de SRAG, dos quais 53,4% tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. A distribuição entre os vírus identificados no ano até agora é:
- Vírus sincicial respiratório (VSR): 46,1%
- Influenza A: 26,1%
- Rinovírus: 23,2%
- Covid-19 (Sars-CoV-2): 7%
- Influenza B: 1,1%
Recomendações
A Fiocruz recomenda que pessoas com sintomas gripais permaneçam em isolamento sempre que possível. Em casos em que não seja viável ficar em casa, usar máscaras de boa qualidade é essencial, especialmente em locais fechados e com aglomeração, como postos de saúde, escolas e transporte público.















