O goleiro Cássio, do Cruzeiro, usou as redes sociais nesta sexta-feira (22/8) para expor a dificuldade enfrentada por sua família ao tentar matricular a filha, Maria Luiza, de sete anos, em escolas de Belo Horizonte (MG). A criança é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, segundo o jogador, muitas instituições de ensino da capital mineira se recusaram a aceitar a presença de uma profissional de apoio que acompanha a menina desde a infância.
De acordo com o relato, a família se mudou para Belo Horizonte no ano passado, quando Cássio deixou o Corinthians para defender o Cruzeiro. Na ocasião, o clube ajudou na busca por uma escola, mas o problema voltou a se repetir neste ano letivo. “A gente tenta argumentar e mostrar a importância desse acompanhamento para a Maria, mas a resposta é sempre negativa”, escreveu o goleiro.
Cássio destacou ainda que apenas uma escola aceitou a presença da profissional responsável pelo acompanhamento da filha. “Se não fosse por essa única escola, a Maria simplesmente não teria como estudar em Belo Horizonte”, afirmou.
O desabafo repercutiu entre torcedores e internautas, que levantaram debates sobre a necessidade de inclusão e cumprimento da legislação que garante o direito à educação para crianças com deficiência ou transtornos do desenvolvimento.
Pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), escolas públicas e privadas são obrigadas a oferecer condições de acesso e permanência a alunos com deficiência, incluindo o apoio necessário para o aprendizado e a socialização.















